Porque hoje é domingo (19)

Segundo reportagem de São João

Tudo começou quando Jesus, querendo matar a fome da multidão que o seguia, soube que apenas  um rapaz  tinha cinco pães e dois peixes.

- Gaspar, distribui a toda a gente o que tiveres .
- Mas isto mal dá para saciar a fome de uma minoria – respodeu o rapaz, devagarinho.
- Faz o que te mando, Victor. Distribui o que houver, igualmente por todos.
- E os agiotas, senhor. O que vão eles dizer?
- Os agiotas que se lixem .

Isto passou-se na Palestina, há quase 2000 anos.
Só podia.


«Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo», disseram os homens depois de verem como ele resolveu a crise do pão e do peixe, e como fez a distribuição “equitativa” da riqueza, não em percentagem do vencimento de cada um mas sim em valor absoluto – a mesma quantidade a cada um. Este sim, repudiava a austeridade e promovia o crescimento.


Segundo S. João (6,1-15), ao ver a obra do Messias o povo queria torná-lo rei. Fontes geralmente bem informadas acrescentam que se chegaram a promover manifestações e petições. Um primeiro-ministro assim é que nós precisariamos, capaz de criar riqueza e de afrontar os conceitos injustos que estão estabelecidos – lia-se nos cartazes dos manifestantes.

Mas Jesus, proclamando que a política é para os políticos (“a César o que é de César”) tinha outras ideias, estava mais virado para salvar o homem da sua “miséria espiritual”. Nesse tempo ainda o materialismo não tinha revelado que o pensamento depende do cérebro.

Foi pena  que Jesus não tivesse ido mais longe na sua piedade, pois acabámos por ficar tão pecadores como antes, e os desprotegidos continuam tão discriminados como sempre. Abandonados à ganância dos ricos e à corrupção dos governantes, os filhos de Deus vão vivendo das esmolas de César e da esperança num milagre... económico.

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