Socialismo a votos

Este foi o ano da consagração do projecto socialista da Venezuela, o socialismo do século XXI, como diz Chavez, ou o socialismo como democracia avançada, como também dizem outros dirigentes.

Em 7 de Outubro, o povo venezuelano reelegeu Chávez com 55% dos votos, para o terceiro mandato presidencial de seis anos. Uma diferença de dois milhões de votos em relação ao seu opositor. Neste domingo, 17 de Dezembro, os candidatos do chavismo a governadores ganharam em 20 dos 23 estados! A oposição só conservou Amazonas, Lara y Miranda.

O mapa político da Venezuela apresenta uma esmagadora mancha vermelha para vigorar até 2013.


O chavismo tem condições para desenvolver o seu projecto socialista e com ele beneficiar em justiça e bem-estar as populações mais carenciadas, beneficiar em desenvolvimento a economia nacional e da própria região, beneficiar a “integração”, isto é, a coesão internacional dos diferentes países da América Latina e do Caribe.

Ao contrário do que aconteceria em períodos históricos anteriores, nada faz crer que uma conjura militar ou um boicote económico tenham condições de sair ao caminho do processo em curso, as relações políticas internacionais colocam o país ao abrigo de aventuras imperialistas e a situação económica mundial dá-lhe descanso e oportunidade.

Em condições normais de pressão externa e temperatura interna, por assim dizer, Chavez está salvo, sobretudo porque, como ele diz, “Chavez no soy yo; Chavez es el pueblo!”.

Uma lição para “ditadores do proletariado” e para “socialistas de gaveta” que não é certamente por rejeiterem alianças comprometedoras ou estilos populistas, que não querem aprender.

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