Chavez deixa uma bandeira

Como bem lembra Vitor Dias no seu blogue, o petróleo não brotou na Venezuela quando Hugo Chavez se tornou presidente. Já existia há muito. A diferença é que Chavez o pôs ao serviço do povo venezuelano.

As “misiones” criadas por Hugo Chavez, vão no sentido inverso das “medidas de austeridade” que norteiam as políticas ultra-liberais da Europa – as "missões" distribuem casas, alimentos, ensino e saúde ás populações!

A política “integradora” de Hugo Chavez, no domínio internacional, vai no sentido contrário à política belicista dos EEUU e seus aliados e vai no sentido contrário à agressividade colonizadora da União Europeia e do FMI – Chavez fundou a CELAC para juntar os países da região latino-americana e do Caribe, mesmo os mais imprevisíveis, em torno de um projecto sem outra ideologia que não seja a independência política e económica da região colonizada e explorada durante séculos.

O chavismo resistirá depois de Chavez porque ele se alimentou dos sentimentos da população, nos seus méritos e nos seus defeitos mas sobretudo no grande ideal de justiça social que os povos prosseguem quando o poder está com eles.

Disto não falaram os convidados de Ana Lourenço, na SIC, ela própria contaminada pelo bafo direitista de todos eles, na precipitação dos acontecimentos. Um refugia-se em abstracções, outro em generalizações e outro em preconceitos, todos fingindo ignorar o que marcou de facto e de relevante a liderança política de Hugo Chavez no seu país e na sua região. Escapa ao seu entendimento que um dirigente político tenha governado para o seu povo e não contra o seu povo…

A História lhes ensinnará que um povo que proclama com lágrimas sentidas “todos somos Chavez”, não deixará morrer a sua causa, não deixará cair a sua bandeira.

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