Porque hoje é domingo (34)

«Aquele de entre vós que nunca cometeu os mesmos pecados, que atire a primeira pedra», disse Cavaco Silva naquele dia em que os deputados do PS se preparavam para apedrejar Passos Coelho pelos pecados da sua governação. Mutatis mutandis, isto é o que narra João, evangelista, no capítulo 8 (1-11) onde o tema do adultério não é senão uma metáfora sobre a traição.


Podia até Cavaco condenar na sua intimidade a porcaria das reformas em curso (PREC da direita), mas uma secreta cumplicidade com as mesmas, vinda dos largos tempos em que ele próprio manteve íntimas relações com as políticas libertinas ou liberais, impedia-o de aceitar a condenação das jovens gerações de pecadores.

Na foto, Cavaco com os seus cúmplices Oliveira e Costa e Dias Loureiro, da governança do BPN.

Vem-lhe daqui, de pecar e perdoar pecados, a fama de boa pessoa; não de ter sido justo, recto e competente, não de ter ajudado o país e os portugueses, como se vê pelos frutos das árvores que plantou – para usar outra referência bíblica (S. Lucas, 6.43)

Já nem me atrevo a citar uma passagem deste episódio bíblico (Mateus 7.19) em que Jesus terá dito que “Toda a árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo”.

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