Os partidos de rabo na boca

Relvas foi-se, Gaspar vai-se e Passos Coelho não se sente seguro. E Seguro? Melhor: e o PS? Estará preparado para oferecer uma alternativa? Não digo um programa eleitoral alternativo, porque para isso bastaria copiar o que serviu ao PSD para ganhar as últimas eleições. Ou o de Hollande, há um ano. Digo uma alternativa política e económica.

Admitindo que Seguro II, o que saiu do acordo interno do PS, ou outro que se lhe meta à frente – e quem diz “à frente”, diz “A. Costa” – queira mudar o rumo da política nacional, estará disposto a confiar na base social dos portugueses indignados e na base política de esquerda, para questionar o roteiro da Alemanha?

Mais facilmente o fariam Relvas ou Gaspar, movidos pela arrogância, do que alguém do PS movido pela coragem – que da convicção há pouco a esperar. A rotatividade dos partidos do carrocel do poder, dos partidos de rabo na boca, é o que nos espera até ao dia em que os eleitores se desprendam do medo.

Entretanto, vamos por partes: Relvas "deu à sola" como canta o Vasco, AQUI. Gaspar dá corda aos sapatos e Passos Coelho aproveita a boleia.

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