Porque hoje é domingo (40)




Não é sem preocupação que as supremas autoridades da Igreja Católica encaram as homilias com que lavam os cérebros dos crentes por esse mundo.

A questão é que esses discursos, ouvidos reverencialmente por milhões de "fiéis", nem sempre respeitam a função convencional de "explicar" ao povo o sentido dos textos evangélicos. Pior que isso, digo eu, nem sempre prestigiam a Igreja pela forma como são apresentados.


Bento XVI, numa Exortação apostólica pós-sinodal Verbum Domini, mencionava a “atenção particular que, no Sínodo, foi dispensada ao tema” e recordava como já anteriormente (*) havia indicado “a necessidade de melhorar a qualidade da homilia”.

A questão, quanto a mim, é que é difícil explicar o inexplicável. Afinal, a imagem depende sempre do objecto e, tal como é difícil dar uma imagem democrática da "ditadura do proletariado", ou dar uma imagem respeitável de políticos mentirosos e corruptos, dificilmente os polémicos e os absurdos textos bíblicos podem ser defendidos com credibilidade.

Não devia a palavra de Deus e a fé dos crentes estar sujeita a estas preocupações, mas uma vez que está, convém ter presente que no domínio do marketing não há milagres; quando muito, há "criatividade" mas no sentido artístico do termo.


Referência(*): Exortação posterior ao Sínodo imediatamente anterior.
Autoria: A segunda imagem foi recortada em portogente.com.br

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