Porque hoje é domingo (44)

As leituras de hoje, nas igrejas católicas, chamam-nos a atenção para a fé.

“Aumenta-nos a fé!”, disseram os apóstolos a Jesus (Evangelho: Lc. 17,5-10). “Aumenta-nos a fé!”, adivinha-se nos rostos dos apóstolos de Passos Coelho. “Aumenta-nos a fé!”, parece ouvir-se o Povo confrontado com a inutilidade do empobrecimento para o “ajustamento económico e financeiro”.



Na carta aos Hebreus está bem explicado o que é a fé: “firme fundamento das coisas que se esperam, uma posse antecipada, um meio de demonstrar as realidades que não se vêem”.

Aí está: a fé não consiste em acreditar no que se vê, no que se sabe, é acreditar no que se não vê nem antevê. Se estivessemos a assistir a um país em crescimento, com aumento de produção e investimento, com aumento de emprego e de salários, com equilíbrio do défice e redução da dívida pública, enfim, não seria preciso ter fé para acreditar no Governo, mas não é isso que se vê, pelo contrário.

É neste sentido que devem entender-se as palavras de Passos Coelho e os silêncios de Paulo – não do santo mas do Portas.

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