Soares e Menezes, a mesma luta

Nas eleições autárquicas recentes, os eleitores do Porto não escolheram Rui Moreira contra Filipe Menezes, escolheram sobretudo um candidato que representa a oposição mais fracturante ao partido do Governo. Luis Filipe Menezes não aprendeu com a derrota de Mário Soares em relação a Manuel Alegre nas presidenciais.

A acusação de endividamento da Câmara de Gaia durante a presidência de Menezes, cuja dimensão está por apurar, pesa menos no critério dos eleitores do que a incriminação de Isaltino Morais em Oeiras - este que foi apoiado nestas eleições por interposto candidato.

Esperava o PSD que votassem no partido do Governo os funcionários públicos em geral, os médicos e os enfermeiros, os professores e os juízes, os polícias e os roubados, os falidos e os desempregados, os pensionistas e os reformados?

É claro que os portugueses não deviam precisar das eleições autárquicas para exprimir o seu repúdio pela política nacional, mas precisam! Quando as suas reclamações, os seus protestos, as suas lutas são desprezadas pelo poder central, os cidadãos encontrarão sempre forma de lembrar que é neles que reside a soberania e são eles que escolhem os governos. Ou os rejeitam.

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