Nem tudo é Abril

A Revolução do 25 de Abril de 1974 foi realizada pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) para derrubar a ditadura e acabar com a guerra colonial.


Da esqª: Vasco Lourenço, Victor Alves e Otelo

Embora o programa do MFA preconizasse desde logo a extinção dos poderes políticos e das instituições repressivas existentes, bem como "a amnistia de todos os presos políticos" e a "convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte", a concretização destes objectivos e as suas formas viriam a ser impostas posteriormente pela dinâmica do processo revolucionário, isto é, pela correlação política das forças militares e civis intervenientes. 

Já por aqui se vê que as comemorações do 25 de Abril propriamente dito, não devem incluir o 25 de Novembro, ao contrário do que é frequente ouvir em personagens da direita, a menos que tudo o que sucedeu posteriormente a 1974 possa ser atribuído à Revolução – incluindo o engavetamento do socialismo, por Mário Soares, e o regime cavaquista em curso. Estes factos históricos posteriores, decorrem do regime instituído pela Constituição de 1975, nos termos em que os políticos a conformaram; não decorrem do Programa do Movimento das Forças Armadas.

O Movimento dos Capitães, como foi informalmente conhecido, foi germinando ao longo do ano de 1973. Em Dezembro desse ano elegeu um Secretariado Executivo constituído por Vasco Lourenço, Otelo Saraiva de Carvalho e Vítor Alves (tríptico ao cimo).

Formaram-se então várias comissões que iniciaram a preparação do golpe militar. As tropas foram comandadas no terreno por diversos capitães, sendo as operações dirigidas superiormente pelo major Otelo Saraiva de Carvalho. 

Nestas operações destaca-se o capitão Salgueiro Maia (na foto, à esqª), pela importância da sua missão e pela coragem com que enfrentou pessoalmente a ameaça de morte diante de um tanque de guerra.

Meu artigo anterior sobre o 25 de Abril foi publicado AQUI

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