A guerra da Informação sobre Gaza

Hora e meia após o início do cessar-fogo, Israel fez bombardeamentos na área de Rafah que causaram a morte de mais de 60 pessoas e ferimentos em centenas. Quanto ao ataque palestiniano, terá causado dois militares mortos  segundo o próprio porta-voz de Israel.

Considerando o espaço temporal entre o rompimento de um e a resposta do outro, a ser assim, e considerando os efeitos provocados por cada um dos ataques, ficamos na dúvida se é Gaza ou “gansa” o que faz falar as autoridades de Israel e os seus porta-vozes entre políticos e jornalistas.

As atrocidades provocadas por Israel foram de tal modo explosivas que o próprio presidente norte-americano se sentiu obrigado a reprová-las ainda que num fraseado ambíguo.

Mas ainda não arrefeciam os corpos das dezenas de mortos, ainda não tinham sido assistidas as centenas de feridos, ainda agonizavam homens, mulheres e crianças atingidos pelos ataques israelitas, e já Netanyahu, essa fonte “insuspeita”, fornecia a Obama e este às agências de notícias e estas aos jornais de todo o mundo, que «o Hamas foi o primeiro a romper as tréguas acordadas». 

Servil e irracional, a comunidade jornalística, lambendo o sangue que escorria das mãos  do primeiro-ministro de Israel, subscreveu a sua versão remendada.

O número dois do Hamas, disse que “qualquer operação que o Hamas tenha feito ocorreu antes do início do cessar-fogo”? Esquece! O papel da comunidade informativa “ocidental” é o de contar a versão “ocidental”. Missão cumprida.

Última hora:
A ONU revelou que já morreram neste conflito cerca de 300 crianças palestinianas. E eu, sabe-se lá porque sentimento pueril, não tenho coragem de inserir aqui a imagem de uma “só” que seja.


Foto inicial recolhida em aljazeera.com 

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