Xanana e os amigos

Não acabará Xanana por compreender, mais tarde ou mais cedo, que foi vítima de um fogo cruzado de interesses, e que os verdadeiros amigos de Timor foram os magistrados portugueses que ele, de forma tão lamentável, expulsou?

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4 Comments:

Blogger antónio m p said...

Sobre "os erros cometidos pelos tribunais de Díli", pode ver aqui:
http://timor-leste.gov.tl/wp-content/uploads/2014/11/ERROS-DO-TRIBUNAL.pdf

Sobre "os erros cometidos pelo Ministério Público", pode ver aqui:
http://timor-leste.gov.tl/wp-content/uploads/2014/11/ERROS-DO-MINISTERIO-PUBLICO.pdf

08 novembro, 2014  
Blogger antónio m p said...

No início de Agosto, o Ministério Público de Timor-Leste acusou a ministra Emília Pires, de alegada gestão danosa e participação económica em negócio, num caso relacionado com a aquisição de camas para o Hospital Guido Valadares.

Em declarações à imprensa, a ministra das Finanças considerou “falsa e sem fundamento” a acusação deduzida contra si.

“Rejeito veemente a acusação, que é falsa e não tem qualquer fundamento”, afirmou Emília Pires.

“Toda a gente sabe que nos últimos anos, especialmente nos últimos dois anos, tenho sido alvo de uma campanha para destruir o meu nome, a minha reputação e o meu trabalho e consequentemente o próprio governo”, afirmou Emília Pires.

(Em: Observador.pt 27Out2014)

08 novembro, 2014  
Anonymous Anónimo said...

Tenho muita pena em dizer isto mas os senhores que ca estiveram nao fizeram a melhor representacao de Portugal.
Ha mais coisas que estao por ser explicadas para alem dos erros que ja foram publicados.

Que haveria de fazer Xanana? Deixar o assalto continuar ao Estado timorense so para evitar esta situacao infeliz com o povo irmao portugues? Para evitar ser acusado de estar a defender os alegados membros corruptos do seu governo?
E' assim tao dificil acreditar que magistrados tambem podem ser corrompidos? Dificil talves, mas impossivel nao! Ou sera porque sao portugueses? O que realmente torna este episodio ainda mais triste para nos.
Nao acham estranho que tres dos quatro orgaos de soberania estejam unidos a mirar o ultimo que, nao e' eleito nem responde a ninguem senao a sua propria consciencia? E se essa consciencja e' corrompida?

Nao acham estranho que todas as forcas politicas do pais, apesar de tentarem fazer algum aproveitamento politico da situacao, mas que no entanto estao unidos no combate ao que identificam como um ataque externo a soberania nacional? E nao estou a falar dos magistrados portugueses que sao so infelizes acessorios.
A situacao 'e realmente complicadissima sob o ponto de vista juridico mas o interesse nacional eata acima de tudo. Xanana vai e vem, a nacao e' suposta durar para sempre, idealmente cada vez mais prospera, o que jamais podera acontecer se deixarmo-nos ser roubados agora daquilo que por enquanto sustenta o pais.Nao, isso nao! Primeiro temos que lidar com a questao prioritaria, e depois podiamos ate convidar outros, digo outros e nao os mesmoa magistrados portugueses para nos virem ajudar a combater a ameaca interna proveniente das alegadas corrupcoes dos governantes.
Um passon de cada vez.

14 novembro, 2014  
Blogger antónio m p said...

Comenta o Anónimo: «Que haveria de fazer Xanana? Deixar o assalto continuar ao Estado timorense…?». Pergunto eu: qual assalto?

Pergunta o Anónimo: «E' assim tao dificil acreditar que magistrados tambem podem ser corrompidos? Dificil talvez, mas impossivel nao! Ou sera porque sao portugueses?».
Respondo eu: Poder podem, mas estes não se deixaram corromper. Esse foi o problema e não o contrário. E admita que não é sério perguntar se é impossível alguém deixar-se corromper.

A questão não é saber se é possível, é saber se deixa e QUEM deixa – são os factos que os eventuais acusados deveriam estar dispostos a confrontar com as suas explicações se as tiverem.

«E se» é uma boa questão para a ficção, mas em matéria de Justiça o que importa é QUEM FEZ O QUÊ !

Numa coisa concordo consigo: que estes magistrados não voltem a Timor, apesar de terem sido seleccionados e convidados. Que não vão estes nem quaisquer outros enquanto o poder político mandar nos órgãos judiciais, isto é, enquanto os magistrados estiverem impedidos de averiguar e julgar à face da lei – da lei de Timor, entenda-se!!!

Pena é que os timorenses sem poder sejam os grandes prejudicados. E que os magistrados timorenses estejam em pânico com as perseguições de que consta que estão a ser vítimas.

15 novembro, 2014  

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