Sócrates, Juvenal... e eu !

"Quis custodiet ipsos custodes?"é uma frase em latim que pode ser traduzida de várias formas: "Quem vigia os vigilantes?", "Quem vigia os vigias?", "Quem fiscaliza os fiscalizadores?", "Quem guarda os guardas?"…

José Sócrates, na sua quarta carta da prisão, adoptou a última destas traduções – a mais corrente – mas os guardas a que se referia eram expressamente os juízes e os polícias, jornalistas, políticos e professores de Direito.

A questão filosófica colocada por José Sócrates, foi título do meu “post” de 2 de Junho de 2008,a propósito dos Estados Unidos manterem “suspeitos de terrorismo” para interrogatório, em prisões flutuantes, a fim de não serem denunciadas como ilegais nos territórios onde fossem mantidos. Mais recentemente, a propósito da expulsão de magistrados portugueses que trabalhavam em Timor-Leste, escrevi “Quem Julga os Juízes”e, “já agora”, Juvenal colocava a mesma questão, no primeiro século da era cristã.

Recordo que Juvenal é o poeta e filósofo romano que criticou os seus contemporâneos de se satisfazerem com “pão e circo”(panem et circenses) depois de se terem tornado escravos de prazeres corruptores.

Está pois o ex-Primeiro Ministro muito bem acompanhado na sua visão crítica da Sociedade - passe a imodéstia...

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