Viver também cansa

2014 foi o ano em que me desapareceram os colegas Semião Ramos, Helena Santos e Olga Almeida. Um ano trágico, considerando a grande estima que tinha por cada um deles. Um desaparecimento absurdo que mostra como a vida é absurda. A não ser que haja Além onde nos possamos reencontrar um dia. 

A minha razão diz que esse Além é tão absurdo como a morte, mas eu que não acredito em “Deus”, quero acreditar no meu poeta de estimação que dizia “os pássaros, quando morrem, caem no céu». É que os meus amigos que desapareceram, tinham asas – sentimentos generosos, fantasias fascinantes, sonhos de outro mundo.

Ao vê-los partir, compreendo como nunca, outra coisa que dizia o José Gomes Ferreira – que «Viver sempre, também cansa».

Costumo dizer que não acredito no “outro mundo”, mas não quero que o ano acabe sem confessar que também não acredito neste!

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