Filosofia política à portuguesa

Até António Costa dizer que o país estava diferente (no sentido de que estaria melhor), ninguém queria saber do que ele foi dizendo ao longo de meses, fosse nas entrevistas dispersas, fosse no programa de televisão Quadratura do Círculo, fosse, sobretudo, na Moção Política sobre as Grandes Opções de Governo apresentada por ele em Julho de 2014, na oportunidade das primárias do PS. Mas assim que cometeu um erro retórico, há dias, cumpriu-se a Lei de Vile para Educadores: “Ninguém está a ouvir o que dizemos até cometermos um erro”.

A mancha de que agora é acusado irá agarrar-se ao líder do PS até às eleições? Sim! E isso tem algum efeito nas opções de voto? Não! Porquê? Porque será um incidente diluído em muitos outros de que a dívida de Passos Coelho à Segurança Social é apenas um exemplo.

Aplica-se agora a lei de Imbesi, da Conservação da Sujidade: “Para que uma coisa fique limpa, outra coisa qualquer terá de ficar suja”. Para limpar a imagem do PSD – por exemplo – alguém vai ter que continuar a fazer serviço sujo, seja Marco António Costa ou Carlos Abreu Amorim ou!

Para todos os efeitos, nada disto é relevante para o julgamento dos portugueses que conhecem as personagens por detrás destas representações, para os portugueses cujos problemas são outros e cujos candidatos também podem ser… 

Lá porque o futuro nunca deu provas, não temos que ficar agarrados ao passado.

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