Estatistica(mente)

Cada português caminha em média 440 km por ano e bebe 26 litros de vinho, segundo estudos da Universidade Técnica de Lisboa e da Associação Médica de Coimbra, respectivamente.

Isso significa que o português, em média, gasta 5,9 litros aos 100km, ou seja, não é tão gastador como se apregoa!

Se há matéria em que as estatísticas se têm revelado particularmente problemáticas é o emprego/desemprego.

Se, por um lado está tudo melhor, por outro lado está tudo pior. Ele há o lado das previsões e o lado das verificações, o lado dos contratos duradouros e o lado dos temporários, o lado “do país”… e o lado dos cidadãos.



Leio de David Dinis, citando números do INE, que a descida do desemprego acontece em todas as regiões do país, com redução do trabalho a tempo parcial e do sub-emprego, e que há mais portugueses, com Ensino Superior, com emprego, também mais empregados em todas as faixas etárias (com uma excepção). Tudo isto com a população activa a subir, ligeiramente, no último trimestre. Mas há outros dados a reter, para não nos enganarmos: o segundo trimestre é, pelo menos desde 2011, o melhor do ano, tendendo a ser corrigido depois. (…)

E do que leio no El Pais (Espanha), para não ir mais longe, percebo que estes dados positivos não são um fenómeno português. São o efeito de uma oportunidade conjuntural, nomeadamente a redução da factura energética devida à descida do preço do petróleo, a depreciação do euro em relação ao dólar, a receita sazonal do turismo acentuada pela instabilidade nos países do Mediterrâneo, a emigração…

Depois leio algures que "entre o 2º trimestre de 2011 e o 2º trimestre de 2015, Portugal perdeu 194 mil postos de trabalho...


Conclusão a reter:
5,9 litros de vinho aos 100, não está mal.


Para quem não estiver ainda suficientemente baralhado, recomendo informação mais completa no Observador.

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1 Comments:

Blogger antónio m p said...

E quem diz desemprego, diz emprego sem condições aceitáveis!

“É um êxodo de médicos nunca visto no nosso país. Nem no período da Guerra Colonial houve tantos médicos a saírem para outros países. Não porque no seu país não tivessem emprego, mas porque estavam a ser mal tratados, mal remunerados e sem perspetivas de progressão. São centenas e centenas de médicos”, afirmou Mário Jorge Neves, dirigente da FNAM".

(expresso.sapo.pt/sociedade/2015-08-12)

13 agosto, 2015  

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