Porque hoje é domingo 72

Nem tudo corria bem entre os que o seguiam em arruadas, comícios e reuniões à porta fechada.


Lembro o episódio mais relevante e que se tornaria central em toda a história do grupo: a traição de Judas denunciada na última ceia que ainda hoje é representada nos palcos das igrejas – a missa.

Mas são muitos os relatos que dão conta de desavenças entre os discípulos, e entre Jesus e eles. O caso que os católicos invocam neste domingo, revela não só isso mas também o carácter pouco recomendável de alguns santos, entre eles, Tiago e João.

Estes dois terão chamado Jesus à parte para lhe pedir que lhes desse um lugar privilegiado no Céu: «Quando estiveres na glória, deixa-nos sentar, um à tua direita e outro à tua esquerda». Foi como se Jerónimo de Sousa e Catarina Martins propusessem a António Costa, assentos no eventual governo de esquerda.

Jesus, porém, respondeu que as coisas não são assim, e deu-lhes um grande raspanete. E esclareceu: «É Deus quem dará esses lugares àqueles para os quais ele preparou». Onde se lê "Deus", leia-se Cavaco Silva, obviamente.

Ressalve-se que no caso da frente de esquerda, digamos assim, a coisa foi mais grave: os coligados pretendiam que o Partido Socialista tirasse finalmente o Socialismo da gaveta de Mário Soares e reconsiderasse os mandamentos.

A narrativa termina por aqui porque S. Marcos não desenvolve muito mais, e nós, por cá, não sabemos ainda das consequências que terá a tentativa de formar um governo de esquerda. O que sabemos é que Jesus recusou aceitar a proposta de Tiago e João, que nem por isso deixaram de segui-lo.

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