Canais há muitos...

Não, o jornalismo não é uma missão, é uma profissão. O objectivo de um órgão (privado) de Informação, não é servir, é vender – ou então é servir no mesmo sentido em que o é qualquer outra actividade comercial. Mais: quando um jornalista serve uma missão, afasta-se da sua função.

Ora isto acontece sempre que se enfatiza uma posição em relação a outra, mas acontece de forma mais sinistra ao censurar o protagonista de um conflito mundial. E assume contornos inquisitoriais quando esse procedimento é sistemático, instituído. É o que “nós” fazemos aos discursos de Bashar al-Assad.


A pretexto de negar visibilidade a um suposto hereje da sua religião, o jornalista nega ao público o direito de saber o que diz o protagonista de grandes conflitos mundiais. Nega ao público! Em nome da democracia!

Em nome da democracia, da nossa, devíamos ter o direito de saber o que dizem os amigos e os inimigos da nossa crença. Depois chamem um regimento de sacerdotes comentadores para desdizê-lo, se lhes fizer falta, mas não nos tapem os olhos e os ouvidos.

Que mal faria se nos deixassem ouvir coisas como estas?:

«… Uma vez que o seu plano terrorista (dos estados inimigos da Síria) falhou apesar de toda a destruição e massacres perpetrados, adquiriram a convicção que o essencial do seu plano político ainda poderia materializar-se pelo ataque à Constituição.

Na verdade, o seu plano inicial consistia em fazer de forma que o terrorismo dominasse completamente o país concedendo-lhe uma pertença qualidade de moderação, e de legitimidade, depois, decidida evidentemente pelo estrangeiro, que instalaria um caos absoluto impondo como única saída uma Constituição étnica e confessional transformando um povo ligado à sua terra natal em grupos rivais anexados às suas seitas e apelando à intervenção estrangeira contra os seus compatriotas
…».

Este discurso foi proferido pelo presidente da Síria, Bashar al-Assad, no passado dia 7, na sequência das eleições parlamentares da Síria.

Sabia? Pois, não sabia! E não é por falta de canais, é porque há uma epidemia de censura na “comunicação social”.

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