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Hillary Clinton ganhou as eleições primárias do Partido Democrático dos Estados Unidos da América. Não se sabe ainda se ganhará as presidenciais. O que está apurado é que ela não ganhou a América.

Os EUA foram apanhados pela onda inovadora que inunda a Europa: uma onda que varre os partidos convencionais e os políticos tradicionais e que levanta, das profundezas, águas refrescantes.
Bernie Sanders protagoniza esta mudança nos Estados Unidos da América, um horizonte outro, uma esperança para a juventude e os mais desfavorecidos da chamada sociedade das oportunidades.

Com ele emergiu um grito de protesto, uma exigência de democracia real, uma reclamação popular genuína que quer resistir ao refluxo da corrente progressista e disso mesmo dá mostras na forma como reprova o recuo do candidato "Bernie" Sanders. Mas a batalha eleitoral não é a guerra e o combate precisa de estratégia adequada às circunstâncias.

É neste plano que parece situar-se o senador “Bernie”, crítico das políticas externas dos EUA, desde a Guerra do Vietnam até à invasão do Iraque, entre outras, e defensor de políticas públicas de carácter socializante.

Nas eleições primárias em curso, ele obteve expressivos resultados que não chegam, porém, para ganhar a Hillary Clinton. Por isso resolveu expressar o seu apoio a esta candidata, enquanto mal-menor (expressão minha) mas negociando as suas condições, ao que tudo indica, e desta forma fazer pesar os votos que recebeu.


Se o descontentamento de alguns dos seus apoiantes, por esta “traição”, se traduzir em abstenções expressivas e assim der vantagem a Donald Trump, o mundo irá aprender, sabe-se lá com que consequências, quanto custa o radicalismo estúpido – aquele que a direita portuguesa tanto se esforça por cultivar nos caminhos da “geringonça”.

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