Uma das experiências mais ricas da minha profissão foi a realização para a RTP, de uma série de entrevistas com o professor Agostinho da Silva.
Espero voltar a este artigo ou "post" para partilhar alguns aspectos não publicados dessa experiência: da mesa a que o sentei, da sua boina que não consegui mostrar, da sua justa impaciência com os convidados atrasados... Sendo portuense e aquariano como eu, mais não precisava para ter a minha simpatia... Mas muito mais que isso, foi um homem justo e corajoso.
Cito, de http://www.geocities.com/TheTropics/4491/prof.htm as seguintes notas:
«Na qualidade de professor do ensino oficial, em 1935, é demitido por se ter recusado a assinar uma declaração onde devia declarar não pertencer a nenhuma organização secreta. Na realidade não pertencia a nenhuma organização mas aquela situação indo de tal modo contra a sua maneira de ser, levou-o realmente a não assinar semelhante papel.
Entretanto, com mais umas aventuras de permeio, uma delas conduziu à sua excomunhão por parte da Igreja, fartou-se deste país que ele tanto amava e partiu para o Brasil à procura de novos rumos.
2008/01/06
2008/01/01
2007/12/28
Se hace camino al andar
Caminante no hay camino.
Se hace camino al andar!
Todo pasa y todo queda
Pero lo nuestro es pasar
Pasar haciendo camino
Camino sobre la mar
Nunca persegu la gloria
Ni dejar la memoria
De los hombres mi cancin
Yo amo los mundos sutiles
Ingrvidos y gentiles
Como pompas de jabn
Me gusta verlos pintarse
De Sol y grana volar
Bajo el cielo azul temblar
Subitamente y quebrarse
Nunca persegu la gloria
Caminante son tus huellas
el camino y nada más
Todo pasa y todo queda
Pero lo nuestro es pasar
Pasar haciendo camino
Camino sobre la mar
Nunca persegu la gloria
Ni dejar la memoria
De los hombres mi cancin
Yo amo los mundos sutiles
Ingrvidos y gentiles
Como pompas de jabn
Me gusta verlos pintarse
De Sol y grana volar
Bajo el cielo azul temblar
Subitamente y quebrarse
Nunca persegu la gloria
Caminante son tus huellas el camino y nada ms
Caminante no hay camino, se hace camino al andar
Al andar, se hace camino, y al volver la vista atrs
Se ve la senda que nunca se ha de volver a pisar
Caminante no hay camino, sino estelas en la mar
Hace algun tiempo en ese lugar
Donde hoy los bosques se visten de espinos
Se oy la voz de un poeta gritar:
Caminante no hay camino,
se hace camino al andar
Golpe a golpe, verso a verso
Muri el poeta lejos del hogar
Le cubre el polvo de un pas vecino
Al alejarse le vieron llorar
Caminante no hay camino,
se hace camino al andar
Golpe a golpe, verso a verso
Caminante no hay camino, sino estelas en la mar
Hace algun tiempo en ese lugar
Donde hoy los bosques se visten de espinos
Se oy la voz de un poeta gritar:
Caminante no hay camino, se hace camino al andar
Golpe a golpe, verso a verso
Muri el poeta lejos del hogar
Le cubre el polvo de un pas vecino
Al alejarse le vieron llorar
Caminante no hay camino, se hace camino al andar
Golpe a golpe, verso a verso
Cuando el jilguero no puede cantar
Cuando el poeta es un peregrino
Cuando de nada nos sirve rezar
Caminante no hay camino, se hace camino al andar
Golpe a golpe, verso a verso
Golpe a golpe, verso a verso
Golpe a golpe, verso a verso
(canta: Joan Manuel Serrat)
2007/11/28
O "povo" está feliz
O texto final do Tratado redigido pela CIG foi aprovado durante o Conselho Europeu informal que se realizou em Lisboa, a 18 e 19 de Outubro. O Tratado foi assinado pelos 27 Estados-Membros em Dezembro de 2007 e, a seguir, será sujeito a ratificação por cada um deles, por votação parlamentar ou por referendo popular. Caso seja aprovado por todos os Estados Membros, espera-se que o novo Tratado entre em vigor antes das próximas eleições do Parlamento Europeu, em Junho de 2009.

Pode aproveitar para ver "a festa", neste vídeo!
Ou para ver o que pensa Octávio Teixeira, neste sítio !

Pode aproveitar para ver "a festa", neste vídeo!
Ou para ver o que pensa Octávio Teixeira, neste sítio !
2007/11/23
Tratado mal tratado
A importância do Tratado Europeu depende muito da importância que for dada ao respectivo referendo – uma coisa é um acordo entre líderes, uma espécie de G8 a 27, outra coisa é um acordo entre povos. Em nenhum dos casos a matéria é sagrada porque é política e sempre provisória, mas sagrada é a legitimidade dos povos cujas vidas se decide.

Em geral, em abstracto, em teoria, os dirigentes políticos teriam legitimidade para decidir sem referendo, como tantas vezes tem acontecido com acordos internacionais de grande importância. Mas além de haver hoje maior exigência e maiores condições para o exercício democrático dos poderes, há no caso concreto do Tratado Europeu duas razões incontornáveis:
A primeira é que a questão deste referendo tem uma história suja que é preciso limpar e não conspurcar mais: ele foi reprovado na sua versão original e só poderia vir a ser aprovado numa segunda versão por aqueles que a reprovaram na primeira. Doutro modo trata-se de um embuste e de uma manifestação de autoritarismo e desprezo pelos cidadãos. Nessas condições, o Tratado é uma imposição da Constituição Europeia àqueles que a rejeitaram ou viriam a rejeitar.
O Tratado é um instrumento de trabalho da UE, como se diz, mas é também um pacto entre líderes sobre o futuro da Europa, ou seja, não é um consenso entre os povos mas sim uma falsa legitimação das políticas supranacionais que vão ser impostas ás sociedades europeias.
A segunda razão para o referendo é que os povos querem pronunciar-se sobre uma matéria que interfere com a soberania e a capacidade futura de participação dos cidadãos na vida política. E esta vontade faz cessar a delegação de vontade expressa nas eleições legislativas
Os actores desta farsa, ao invocar a dificuldade dos cidadãos em analisarem as matérias do Tratado, por se tratar de questões muito vastas, profundas ou técnicas, denunciam-se, já que na primeira tentativa de que esperavam a adesão geral, não tiveram essa preocupação – desde que fosse aprovada, pouco importava se era ou não compreendida. Para eles, não são os cidadãos que escolhem as políticas, são as políticas que escolhem os cidadãos!
Se os dirigentes, digo líderes políticos que dirigem esta farsa não reconhecem competência aos cidadãos para decidirem em referendo, também não podem reconhecer-lhes competência para darem o voto a esses políticos. Que se demitam então e assumam a sua opção por estados não-democráticos.
Em geral, em abstracto, em teoria, os dirigentes políticos teriam legitimidade para decidir sem referendo, como tantas vezes tem acontecido com acordos internacionais de grande importância. Mas além de haver hoje maior exigência e maiores condições para o exercício democrático dos poderes, há no caso concreto do Tratado Europeu duas razões incontornáveis:
A primeira é que a questão deste referendo tem uma história suja que é preciso limpar e não conspurcar mais: ele foi reprovado na sua versão original e só poderia vir a ser aprovado numa segunda versão por aqueles que a reprovaram na primeira. Doutro modo trata-se de um embuste e de uma manifestação de autoritarismo e desprezo pelos cidadãos. Nessas condições, o Tratado é uma imposição da Constituição Europeia àqueles que a rejeitaram ou viriam a rejeitar.
O Tratado é um instrumento de trabalho da UE, como se diz, mas é também um pacto entre líderes sobre o futuro da Europa, ou seja, não é um consenso entre os povos mas sim uma falsa legitimação das políticas supranacionais que vão ser impostas ás sociedades europeias.
A segunda razão para o referendo é que os povos querem pronunciar-se sobre uma matéria que interfere com a soberania e a capacidade futura de participação dos cidadãos na vida política. E esta vontade faz cessar a delegação de vontade expressa nas eleições legislativas
Os actores desta farsa, ao invocar a dificuldade dos cidadãos em analisarem as matérias do Tratado, por se tratar de questões muito vastas, profundas ou técnicas, denunciam-se, já que na primeira tentativa de que esperavam a adesão geral, não tiveram essa preocupação – desde que fosse aprovada, pouco importava se era ou não compreendida. Para eles, não são os cidadãos que escolhem as políticas, são as políticas que escolhem os cidadãos!
Se os dirigentes, digo líderes políticos que dirigem esta farsa não reconhecem competência aos cidadãos para decidirem em referendo, também não podem reconhecer-lhes competência para darem o voto a esses políticos. Que se demitam então e assumam a sua opção por estados não-democráticos.
2007/11/09
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