Socialismo como quem diz

Com esta aposta em António Costa, o PS matou dois coelhos, aliás dois PC's: Passos Coelho e o Partido Comunista. Se não matou, ameaçou.

Para que a ameaça se concretize, à direita, o PS não precisa fazer nada - o Governo já faz. Mas para filtrar o fluxo dos descontentes que encontram no PCP a verdadeira alternativa, o PS terá que ultrapassar-se - e eu duvido que António Costa queira ir tão longe, ou possa.

Pois bem se pode dizer em Portugal como se diz em França, que no PS já ninguém sabe exactamente o que é o socialismo - «au PS, plus personne ne sait au juste ce qu'est le socialisme». Voilá!

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Porque hoje é domingo (56)

«Havia um homem que tinha dois filhos. Chegando ao primeiro, disse: 'Filho, vá trabalhar hoje na vinha. E este respondeu: 'Não quero!'. Mas depois mudou de ideias e foi! Depois o pai chegou ao outro filho e disse a mesma coisa e este respondeu: 'Sim, senhor!'. Mas não foi!».

Depois de contar esta pequena história (Mt 21,28-32), Jesus perguntou: «Qual dos dois fez a vontade do pai?».

Ora aí está!

Pode o António Costa não ter avançado mais cedo, mas quando viu que o trabalho do "irmão" estava a dar muita parra e pouca uva, avançou! E a vinha medrou.

Agora há que saber se vem aí bom vinho...

NOTAS:
1) A parábola aqui invocada é aquela que serve de tema às missas deste domingo.
2) Este post é publicado quando as votações ainda estão no início (10H30)
3) A pintura é de MURILLO (1617/18–1682)

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António Costa à varanda

Como António José Seguro vê António Costa

Quando o presidente de um partido diz que os respectivos autarcas fazem política à janela da Câmara Municipal, envergonha quem quer que o apoie. E perde quaisquer condições para continuar a dirigir o partido.

A não ser que se trate do PS!...

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Marxistas e cristãos

Continuação do assunto tratado em
“Porque Hoje é Domingo (55)”


Aquilo que o proprietário distribui pelos trabalhadores não é a sua riqueza – a sua terra. Esta permanecerá integralmente nas suas mãos. O que ele distribui é a riqueza que os trabalhadores produzem, fazendo uso dos meios do proprietário. São os trabalhadores, eles sim, colectivamente, que acrescentam riqueza! São eles os reais produtores

Portanto, o que o proprietário distribui em forma de “retribuição”, é aquilo que não lhe pertence e, ainda assim, só uma parte disso, visto que se apropria de outra parte para si.

Nesta distribuição da riqueza produzida pelo trabalho, entre os trabalhadores, o proprietário (dos meios de produção) e o Estado (através de impostos que supostamente voltam para a comunidade em forma de serviços e bens públicos), o que distingue o sistema socialista é que o propietário-capitalista não faz parte do sistema, logo a riqueza produzida reverte toda ela para os trabalhadores, de forma directa ou indirecta.

O socialismo assim entendido como o entendem os marxistas, não pode ignorar que há proprietários e há trabalhadores que escapam a esta lógica. Isto é: há proprietários que têm um papel positivo também na economia socialista, e há trabalhadores que não trabalham ou não o fazem em proporção com os seus rendimentos.

A primeira questão tem sido respondida caso a caso, país a país e de forma diferente em épocas diferentes. Por exemplo: actualmente, em Cuba, promove-se o trabalho por conta própria, "los cuentrapropistas" em alguns sectores de actividade que antes estavam interditos.

Talvez se possa dizer que o socialismo moderno tende a consentir na propriedade privada dos meios de produção conforme a dimensão destes e a sua importância estratégica para a economia nacional. Água, electricidade, comunicações e banca, muito dificilmente se enquadram no grupo de actividades privadas no sistema socialista.


A segunda questão, a retribuição dos trabalhadores, é a que se prende com a parábola de Jesus que invoquei no artigo anterior “Porque Hoje é Domingo (55)”! É a questão de saber os critérios de distribuição da riqueza produzida.

O critério subjectivo do proprietário, apresentado na parábola e aprovado por Jesus, é completamente injusto e incoerente, porque beneficia os que trabalham menos, com o esforço dos que trabalham mais – é uma forma de exploração de uns trabalhadores por outros trabalhadores.

O critério subjectivo de classe, segundo o qual há sub-classes privilegidas que auferem rendimentos desproporcionados em relação a outras – administrativos em relação a operários, p. e. – é também considerado injusto e é contrariado no critério marxista. Voltando a Cuba como exemplo, um professor ou um médico ganha ao nível de um empregado sem qualificações académicas relevantes. Escusado será dizer que este “critério subjectivo de classe” que vigora nos países capitalistas, se encontra frequentemente na prática de países socialistas de forma perversa.

Curiosamente, o marxismo apresenta um critério de distribuição da riqueza produzida, que não é, também ele, objectivo. Isto é: não se trata de atribuir a cada um segundo o seu trabalho. A máxima é: "de cada um segundo as suas possibilidades, a cada um segundo as suas necessidades" . E isto conciliaria Karl Marx com Jesus e o proprietário na parábola, se este, na sua distribuição desproporcionada do dinheiro, a fizesse em razão das necessidades de cada um. Mas nada indica que fosse o caso.

Este critério marxista, em todo o caso, não é praticado na fase de retribuição directa do trabalho (no salário) mas sim no âmbito das responsabilidades sociais do Estado (nos preços dos serviços). E a social-democracia burguesa, ela própria, tem sido obrigada a aplicá-lo em certa medida, por força das exigências populares. É o caso dos apoios do Estado aos cidadãos mais carenciados, em matéria de saúde, ensino, transportes, etc.

A Venezuela, um país capitalista com um governo socialista de inspiração marxista, desenvolve desde 2003 campanhas de apoio material e efectivo às camadas mais desfavorecidas da população, através das chamadas “misiones”: misión vivienda, misión barrio adentro, misión mercal, etc., etc.


E enquanto a acção política prossegue a sua missão de promover a exploração ou a justiça social, a religião apela… às orações. É a apologia do imobilismo, da rendição ao poder constituído, justificado com aquela sentença de Jesus “politicamente correcta”: a César o que é de César…

Como se a Igreja não soubesse que Jesus estava “entalado” quando teve que dar aquela resposta. Como se a riqueza de César não fosse resultado da exploração desenfreada e dos saques perpetrados nas sanguinárias guerras imperiais.

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Porque hoje é domingo (55)

É nisto que o cristianismo faz toda a diferença do comunismo. Vejam a parábola de Jesus que a Igreja invoca este domingo, fazendo fé em S. Mateus (Mt 20,1-16) e que eu passo a citar de forma abreviada.

Um homem saiu de madrugada a contratar trabalhadores para a sua vinha. (Logo aqui, marxista que se preze, como eu, identifica uma divisão de classes!).

Como foram contratados a horas diferentes mas o trabalho terminou à mesma hora para todos, uns trabalharam mais que outros – no caso, a diferença chega a ser de onze horas, pelas minhas contas. Assim, os que mais trabalharam, reclamaram por tão clamorosa injustiça.

«Amigo, não te faço agravo; não ajustaste tu comigo um dinheiro? Toma o que é teu, e retira-te; eu quero dar a este derradeiro tanto como a ti. Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? (…)Toma o que é teu, e retira-te».

Aqui, Jesus caiu na armadilha do proprietário. É que, mesmo se dermos por válido que aquelas terras eram propriedade legítima do homem, já a "mais-valia" produzida é fruto inequívoco do trabalho dos contratados. Esse rendimento não é dele porque não é da terra apenas – a terra sem trabalho continua a ser terra, apenas, e não vinha! A vinha é, portanto,” de quem a trabalha” até ao momento em que a cede contra um salário.

«Não me é lícito fazer o que quiser do que é meu?» devia merecer outra avaliação por parte de Jesus, mas reconheço que era difícil para quem não tinha lido ainda o Capital e as teses do seu autor sobre a "mais-valia".

A imagem a preto e branco refere-se à luta dos trabalhadores dos EEUU (Chicago 1886)pelo horário de oito horas diárias.

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Terceira Guerra à vista?

Subscrevo, muito modestamente, a tese do Papa, segundo a qual está em curso a Terceira Guerra Mundial. E ele que se cuide mais que eu...


Reunindo mais de 30 estados, entre os quais há 10 países árabes, o combate internacional ao terrorismo do Estado Islâmico acolhe finalmente uma dimensão numérica quase comparável ao das forças aliadas contra o nazismo na Segunda Guerra Mundial. Num e noutros casos, a monstruosidade do inimigo comum engendra as alianças mais imprevisíveis.

O califa de Abu Bakr al Bagdadi substitui o Terceiro Reich, e a “civilização cristã” ocupa o lugar dos judeus como povos ameaçados, mas o que motiva os soberanos loucos na sua crueldade é o fanatismo ideológico associado a uma febre absoluta e paranóica de domínio.

«Eu sigo o caminho que a providência me indica com a segurança (confiança?) de um sonâmbulo» - atribui-se a Hitler. E também «A natureza é cruel; então também estamos destinados a ser cruéis. Temos de ser cruéis». E o resultado é que a Segunda Guerra Mundial custou a vida de 50 a 70 milhões de pessoas – para não falar de tudo o resto.

Ao que parece, aquilo que explica as adesões de militantes, além de ambições subjectivas, continua a ser a manipulação ideológica favorecida pela ignorância. Isso explica que o recrutamento seja feito entre jovens permeáveis a conceitos extremistas de fidelidade e sacrifício suportados por uma lógica moral ou religiosa. E em contextos obscurantistas de pensamento único.

O que o mundo tem a aprender daqui - passe a presunção, uma vez mais - é que um país onde a liberdade de informação e a cultura sejam depreciadas, é uma fonte de conflitos irracionais e cruéis. E neste tipo de conflitos não há soluções negociadas.

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Porque hoje é domingo (54)

Antes de Jesus, a cruz era vista como um instrumento de castigo, de humilhação, de condenação dos criminosos. Porém, o facto de o Filho de Deus ter sido crucificado, deu à cruz um sentido novo: ela deixou de evocar a condenação e a morte, para significar a exaltação da vida. Diz-se.
Vão lá contar esta história aos crucificados antes e depois de Jesus!...
As forças rebeldes que combatem contra o governo da Síria e têm sido apoiados pelo cristianíssimo "ocidente", enforcam os cristãos que não seguem a "fé muçulmana".

Para significar a exaltação da vida, admito que a água que vem dos rios e dos mares, a terra onde medram as plantas, o leite ou a própria vaca com seus bifes, fariam mais sentido. Mas uma cruz é como uma forca, uma guilhotina ou uma fogueira de assar pessoas - todos estes são elementos de terror e não de exaltação.

Por outro lado, é verdade que os símbolos podem ganhar novas significações. A cruz suástica, por exemplo e para não nos afastarmos da cruz!, muito antes de ser o símbolo do Partido Nazista Alemão a partir de 1920, era um desenho muito recorrente na arquitectura e na arte hindus, indianas e outras, como se sabe, sem qualquer conotação com a ideologia nazi. Neste caso, o sentido moral é o inverso – trata-se da diabolização, na perspectiva democrática, de um símbolo de natureza estética ou até religiosa com diversos significados em diferentes regiões e épocas.

A cruz da crucificação, essa, continua a ser um símbolo da crueldade a que pode conduzir o autoritarismo político e o fanatismo ideológico. Da sua actualidade nos dão conta as notícias, ainda que mitigadas:

Os guerrilheiros do exército do Estado Islâmico no Iraque e na Síria, vêm promovendo demonstrações de crueldade nesta guerra. O seu objectivo declarado é criar um estado islâmico em áreas sunitas do Iraque e na Síria, restabelecendo o regime de califado, desaparecido há um século, e que significa na prática que o seu líder será o líder dos muçulmanos em todas as partes do mundo.
Ver mais informação em canalgama.com.br

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EUA e os movimentos independentistas

Considerando a missão messiânica dos EUA e do seu braço armado, a NATO, nomeadamente para combater as reivindicações independentistas, será de esperar que eles vão enviar tanques para a Escócia no próximo dia 18, fuzileiros navais  para a Catalunha no dia 9 de Novembro, e caças bombardeiros para a Valónia (Bélgica) ?

Em Porto Rico, colónia norte-americana onde os cidadãos não têm direito a voto e onde existe um activo movimento, a missão dos EEUU está facilitada, ou não fosse o território uma fonte de recrutamento de militares para as Forças Armadas do império.


1ª foto - Manif. na Escócia. Fonte: news.images.itv.com
2ª foto - Manif. na Catalunha. Fonte: swissinfo.ch
3ª foto - Manif. antiamericana em Porto Rico. Fonte: usmlo.org

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A palavra "traição"

«Fica-te mal», António José Seguro, insultar o teu camarada António Costa de traição e deslealdade. É porventura o maior insulto que se pode fazer ao carácter de alguém. É-o seguramente em relação a um político. 

Não me recordo de ter ouvido tais impropérios de Seguro contra os seus adversários partidários, desde Passos Coelho a Salazar. Tanto mais grave que esse insulto atinge inevitavelmente Mário Soares, Almeida Santos, Manuel Alegre e tantos, tantos outros.

Em política, não é traição concorrer com os companheiros de partido, especialmente quando estes estão a prestar, reconhecidamente, um mau serviço; traição é defender o seu lugar no trono em vez de defender o sucesso do seu partido e do seu ideal, na disputa eleitoral. Para já não falar do que isso significa a nível nacional.

Nem Seguro é Jesus, nem Costa é Judas. Nem Costa jurou fidelidade a Seguro, nem Seguro é o PS. E o futuro irá mostrar inevitavelmente que “a traição nunca triunfa porque, se triunfasse, ninguém mais ousaria chamá-la de traição", como disse J. Harington.

Sim, António José Seguro, é o futuro que conta. E quando lá chegarmos bom será, para o PS e para si, que não tenham sido destruídas as pontes necessárias a reagrupar o seu partido. Nada que me incomode, confesso. Mas eu não sou seu amigo, logo, nem sequer posso traí-lo.

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Políticas de saúde na China

Cada vez mais os chineses se parecem connosco e nós com eles. Ou foi sempre assim e o preconceito recíproco não nos deixava ver?
Mao Qun'an, porta-voz da Comissão Nacional de Saúde e Planeamento Familiar da China, apontou que um factor chave para promover a reforma de cuidados de saúde da China é aumentar o salário dos trabalhadores médicos e cortar a ligação entre os rendimentos dos médicos e a venda de remédios.

Os trabalhadores dos hospitais públicos, que dominam o mercado de serviços de saúde, recebem salários geralmente baixos. Por isso, muitos médicos "cooperam" com as companhias farmacêuticas e obtêm rendimentos impróprios prescrevendo remédios em quantidades exageradas ou até desnecessários.

A comissão reforçará também a protecção dos trabalhadores médicos após uma série de casos de violência de pacientes contra aqueles profissionais.

Manifestação de profissionais contra agressões dos utentes
em Out/2013.

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Políticas de saúde

As taxas aplicadas às consultas e tratamentos nos hospitais e centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde, não se aplicam a utentes cujo rendimento médio mensal seja igual ou inferior a €628,83 (entre outros). É justo!

Igualmente justo é informar os beneficiários dos serviços gratuitos, que eles não são realmente gratuitos – são pagos pelos outros cidadãos através dos impostos gerais cobrados pelo Estado. Neste sentido, os hospitais entregam aos utentes uma factura pró-forma, sem propósitos de cobrança.

Curiosamente, em Cuba as receitas dos médicos contêm idêntica informação, com a diferença de que por lá todos os serviços clínicos são gratuitos para toda a gente.

São as contradições do socialismo ou do capitalismo?

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Porque hoje é domingo (53)

Que outra coisa fazem as religiões todas, a católica incluída, que não seja espalhar o terror?


Quem inventou os pecados e os castigos eternos? Quem ameaça com a perseguição constante do demónio e o fogo do inferno? Quem apoiou a dominação dos povos indígenas das regiões colonizadas de África e da América Latina, em nome da evangelização?

O terrorismo religioso, além de suportar as maiores atrocidades em nome do messianismo, aterroriza as consciências, o que não é menos grave.

Para que os piedosos discursos do Vaticano e das capelas cristãs implantadas pelo mundo, não fosse um exercício de hipocrisia acerca dos conflitos mundiais, seria necessário que reconhecessem o seu papel repressivo na História, e «corrigissem o erro» - como proclama a passagem do Evangelho que difundem neste domingo.

Do capítulo 18 da obra de Mateus, “as ovelhas do Senhor” ouvirão citar o versículo 15 que recomenda a censura discreta e fraternal do “erro”. Mas não as crueldades que referem outros versículos para quem não se “corrigir”.

É o caso do versículo 17 que diz “Se (o pecador) se recusar a ouvir, conte à igreja; e, se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como pagão ou publicano(*).

E é o caso, ó Deus piedoso, dos versículos 6 a 9: “se alguém fizer cair no pecado um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe seria amarrar uma pedra de moinho no pescoço e se afogar nas profundezas do mar. (…) Se a sua mão ou o seu pé o fizerem tropeçar, corte-os e jogue-os fora. É melhor entrar na vida mutilado ou aleijado do que, tendo as duas mãos ou os dois pés, ser lançado no fogo eterno. E, se o seu olho o fizer tropeçar, arranque-o e jogue-o fora. É melhor entrar na vida com um só olho do que, tendo os dois olhos, ser lançado no fogo do inferno”.


Mas eu não ficaria de bem com a minha consciência, se não avisasse particularmente o nosso Primeiro-Ministro do que consta nos versículos 34 e 35:

(Parábola) "Irado, seu senhor entregou-o aos torturadores, até que pagasse tudo o que devia".
(Conclusão) "Assim também fará meu Pai celestial a vocês se cada um de vocês não perdoar de coração a seu irmão".


NOTA:
* Em vários textos da Bíblia os publicanos eram comparados aos piores tipos de gente.

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O que preocupa o PS

(Carregar sobre a imagem para ampliá-la)

Correndo o risco de baralhar um pouco mais os "espíritos simples", faço questão de esclarecer que prefiro o capitalismo de António Costa, ao socialismo de Jerónimo de Sousa - se é que isso interessa a alguém. 

Mas que não sei se teria a mesma opinião no caso de estar privado de rendimentos, de ganhar ao nível do ordenado mínimo, de não ter condições para sustentar e educar os filhos...

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Divina inspiração

Manel, dono de um bar, quando queria fechar, corria os clientes delicadamente, desligando o ar condicionado e baixando progressivamente as luzes. Dizia que aprendeu com Deus que assim procede nas praias…!

Na verdade, o Manel nunca tinha o bar muito fresco, porque o calor levava os clientes a consumir mais cerveja. Neste particular, não sei se Deus nos dá dias tão quentes pela mesma razão.

Finalmente, o Manel, empreendedor e criativo à imagem do próprio Criador, confrontado com a crise económica, procedeu a uma “reforma estrutural”: montou bar na própria praia, deixando ao seu Mentor a tarefa de controlar a luz e a temperatura.

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