Obama soma e segue (2)

NOVA FILOSOFIA POLÍTICA

«"This is not just a short-term program to boost employment. It’s one that will invest in our most important priorities like energy and education; health care and a new infrastructure that are necessary to keep us strong and competitive in the 21st century(...)"

(Texto completo AQUI , e sobre Política Internacional AQUI )

Nunca pensei que alguma vez eu desse tanto crédito a um presidente norte-americano!... Porque será? Eu que continuo a pensar como muitos, que os EUA são um país imperialista; eu que concordo com Fidel Castro em que Obama parece sincero mas o sistema capitalista o confrontará com inevitáveis contradições... Mas eu que também concordo com Karl Marx quando diz que «as mudanças quantitativas operam mudanças qualitativas».

Será que perdi a noção da realidade ou que «o mundo mudou e nós temos que mudar com ele», como diz o novo presidente norte-americano?

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Obama soma e segue

DAS PALAVRAS AOS ACTOS

Depois de ter assinado um decreto para fechar Guantánamo no prazo de um ano... «O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou dia 22/Jan. que os EUA ''não irão torturar'', em seu combate a atividades terroristas e na perseguição aos perpetradores de tais atos»


Na mesma oportunidade, o Presidente disse: “Nossos corações estão com os civis palestinos, que estão necessitando urgentemente de comida, água limpa e auxílio médico básico”.

(Citações: BBCBrasil.com)

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Palavra de Obama

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Pássaros e aviões


No dia em que George Bush fazia o seu discurso de despedida da Casa Branca apresentou como coroa de glória da sua presidência, não ter havido mais ataques terroristas contra os EUA depois do 11 de Setembro, como se a existência do 11 de Setembro não fosse a sua maior vergonha.

Não admira que as autoridades norte-americanas se apressassem a dizer que a queda do avião Airbus A320 no rio Hudson não teve nada a ver com acções terroristas. Quem sou eu para desmentir a informação!, mas parece-me estranho tão rápida conclusão sobre um acidente acerca de cujas causas não se sabia ainda nada!

Com esta aparece outra informação: que o acidente foi provocado pelo choque de um bando de aves (embora a comunicação do piloto referisse apenas uma ave) contra os motores do avião! Quem sou eu, uma vez mais e a esta distância dos acontecimentos, para desmentir esta explicação. Mas não deixo de estranhar alguns pormenores:

1. Que o choque e até a eventual entrada das aves para os motores fosse suficiente para os fazer parar;
2. Que as aves se apresentassem numa formação tão volumosa e ampla que atingisse dois motores separados por vários metros de distância;
3. Que tendo sido as aves a morrer, tenha o co-piloto, esse sim, ficado sem pio, sabendo-se o papel importantíssimo que o mesmo desempenha sobretudo em situação de acidente e tendo-se falado tanto e apenas sobre o piloto;
4. Que toda a gente esteja tão certa de não haver erro de avaliação sobre as condições de regressar ao aeroporto mais próximo como chegou a ser tentado.

Ainda bem que todos se salvaram e nem eu teria coragem para trazer esta polémica se assim não fosse. Oxalá que o piloto tenha sido realmente um herói e sobretudo de uma excepcional competência. Mas em nome do princípio de que todos somos inocentes até prova em contrário, não se condenem os pobres pássaros até que o processo transite em julgado. Afinal, os bichinhos também são Americanos!...

E ainda uma nota final:
O passageiro Jeff Kolodjay contou aos jornalistas que, pouco depois da descolagem, ouviu uma explosão e “havia fogo em todo o lado e cheirava a gasolina”. Alguém disse que cheirava a churrasco? Hummm.

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Bush ainda vomita

Uma vez que Pinochet já morreu, digo eu, foi o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, quem recebeu a medalha «da Liberdade» do presidente Bush.

Nem o medalhado teve vergonha de receber uma condecoração de um chefe de estado estrangeiro, numa escandalosa atitude de subserviência, nem o presidente mais odiado dos EUA teve vergonha de "premiar" o presidente de um país que persegue e mata os seus opositores políticos utilizando para isso forças paramilitares.


Bush não consegue sair da Casa Branca sem deixar o caminho vomitado.

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A matança dos inocentes


Quando os reis Magos se deslocaram a Belém para visitar o menino Jesus, perguntaram pelo “rei dos judeus”. Ora isso não agradou a Herodes que era quem ocupava esse cargo à época. Este, vendo em Jesus uma ameaça ao seu próprio poder, e não tendo conseguido localizá-lo para o matar, “mandou massacrar, em Belém e nos seus arredores, todos os meninos de dois anos para baixo”!

Já o Faraó havia mandado matar todos os recém nascidos dos hebreus, como conta o Antigo Testamento, mas salvou-se Moisés, que depois libertou o povo.

Esta crueldade que se reproduz hoje na Faixa de Gaza por vontade do governo israelita, tem os seus defensores. E não é preciso ir longe nem falar línguas para os ouvir. Ainda há dois dias Pacheco Pereira, corroborado pelo “democrata-cristão” Lobo Xavier e não contrariado pelo “socialista” António Costa, subscrevia a matança actual de inocentes palestinianos com a mesma frieza com que falaria dos mais banais gestos humanos.

Para não falar do que há de repugnantemente imoral nesta avaliação da tragédia social, a que os psicopatas são indiferentes, fico-me pela questão da “ lógica estricta” em que os pachecos julgam poder-se analisar os fenómenos políticos.


Assim, se um suposto criminoso se intrometer em casa de Pacheco Pereira, lá onde habitam a sua mulher e filhos e outra mais família talvez, o que a Polícia deve fazer é lançar uma bomba na casa – a morte do criminoso justifica as outras mortes, incluindo a sua, porventura.

Aqui deixo o meu apêlo:

salvem Pacheco Pereira; não ouçam o que ele diz!

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Amor asfixiante


Do Amor nunca se disse tudo porque é suposto quer seja infinito... No entanto, nem toda a grandeza é desejável – há grandezas que esmagam. E há formas de amor que são asfixiantes.

Depois, há aquela perversidade que lhe está associada de querer o Amor apropriar-se da coisa amada, para o bem e para o mal.

Falo, a propósito do 50º aniversário da Revolução Cubana, do «amor» de Fidel Castro e seus discípulos pelos povos que governam ou que aspiram a governar. Parece estar na moda prolongar a vigência dos mandatos por pressão dos respectivos mandatados, desde Chavez a Uribe para já não falar dos donos de África.

(Foto de Leonor Carneiro / Braga)

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