17/07/2017

Passos Coelho em Pedrógão Grande

Passos Coelho não gostou de ouvir a forma como António Costa “se atirou a uma empresa”, o SIRESP, pelo seu desempenho na tragédia de Pedrógão Grande. Desempenho miserável que se repetiu, hoje mesmo, no incêndio de  Alijó!

Passos Coelho acha – diz ele – que o primeiro-ministro não deve criticar daquela maneira uma empresa privada que presta um desastroso serviço público. Já se fosse para elogiar ou mesmo inaugurar empresas, só podia apoiar, a julgar pelo que fez, e talvez bem, quando foi primeiro-ministro.

Fosse para inaugurar os Edifícios Centrais do Parque Tecnológico de Óbidos onde estão instaladas cerca de 60 empresas..., ou para promover a PRIMAVERA BSS, ou para inaugurar um novo hospital privado em Vila do Conde, ou ainda, abreviarndo, para inaugurar um grande investimento feito pelo grupo Ennerpellets em Pedrógão Grande!!!

Ele há coincidências.

15/07/2017

Obviamente pedirão a demissão

O primeiro-ministro português disse (no Debate da Nação) que a Altice teve um mau desempenho na tragédia de Pedrógão Grande e que, por isso, ele próprio decidiu escolher outra operadora para as suas comunicações pessoais.

O presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil é o coronel Joaquim de Sousa Pereira Leitão que, entre outras funções, já foi Director Municipal de Protecção Civil e Socorro, da Câmara Municipal de Lisboa... Atendendo ao seu desempenho na referida tragédia, não seria caso para António Costa escolher outro? Ou temos mesmo que voltar à questão da demissão da ministra da Administração Interna que o nomeou em Outubro de 2016?

António Costa já disse que não demitiria esta ministra nem o ministro da Defesa a quem se atribuem responsabilidades políticas no caso de Tancos. Logo, tudo indica que serão eles a ter que pedir a própria demissão nem que seja lá para Outubro, isto é, depois das eleições autárquicas. 

10/07/2017

Luta de galos militares


Marcelo Rebelo de Sousa vai ter no Conselho Superior de Defesa Nacional dois generais em rutura um com o outro: o chefe do Exército e um dos que se demitiram. 

(Texto do DN 2017-07-10. Composição de imagem deste blogue)

08/07/2017

Porque hoje é domingo (88)

Há dias, a polícia do Vaticano interrompeu uma orgia homossexual num apartamento afecto à Congregação para a Doutrina da Fé, organismo que, entre outras atribuições, tem a responsabilidade de lidar com os escândalos de abuso sexual de menores por membros da Igreja.

Agora parece-me ouvir "Sua Santidade" o Papa comentar, inspirado no Evangelho de S. João, cap.18, v.7: "Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar uma pedra". Só espero que haja alguém no local a filmar para sabermos o que acontece. E que haja pedras. E que haja uma ambulância, pelo sim pelo não.

02/07/2017

Às armas! Às armas!

O que tem de comum o caso de Pedrógão Grande e o desvio de material de guerra dos paióis de Tancos? 


Qualquer banco, centro comercial ou chafarica tem câmaras de vigilância para alertar ou, pelo menos, identificar as pessoas e as circunstâncias de um crime eventual contra a propriedade.

Além daqueles brinquedos, as grandes empresas são servidas por uns empregados mal pagos mas muito zelosos - é sempre assim - que nos habituamos a designar por "seguranças". Estes têm a vantagem de desencorajar e confrontar eventuais atacantes, prevenindo os crimes.

Só mesmo uma floresta antecipadamente ameaçada e uma unidade militar, porventura a mais perigosa de um país, prescinde de tais aparelhos e de guardas.

Eu sei que que os soldados, pagos ao nível do soldo, fazem falta noutros quartéis para  servirem de criados e de motoristas privados aos respectivos comandantes, mas não sobra um soldado ou um cabo - sargento já seria luxo - para permanecer nas instalações de um grande complexo militar a fim de alertar as "autoridades" em caso de roubo, assalto ou incêndio? 

Aqui fica a sugestão para o caso de nenhum coronel ou tenente-coronel se ter lembrado ainda... Com o devido e merecido respeito, continência e bater de tacão.

01/07/2017

O lado esquerdo da Venezuela

Enquanto a oposição "pacífica" ataca o regime bolivariano no campo de batalha da Venezuela, à pedrada, aos tiros, à granada, e os seus ecos europeus - orgãos de informação - calam o discurso oficial e ampliam a gritaria dos "respeitáveis" opositores Capriles e Leopoldo Lopez, ainda há quem se interrogue sobre o que está em causa.

(Pressionar na imagem para ampliar)