24/04/2019

Israel é uma democracia?

Quando os criminosos são “os nossos” criminosos, não há crime. E não serve de nada que dezenas de organizações portuguesas subscrevam o seu protesto. Silêncio!

As estações de televisão, que nos hipnotizam constante e obsessivamente com futebol e discussões infantiloides sobre o mesmo, não têm espaço para debater ou sequer noticiar os guantánamos deste mundo que, no caso, ocorrem em Israel de Netanyahu. Entre as redes das balisas e as grades das prisões, o jornalismo "independente, pluralista e democrático" faz as suas escolhas.

Em Fevereiro de 2019, havia nas cadeias israelitas 5440 presos políticos palestinos, incluindo 493 a cumprir sentenças de mais de 20 anos de prisão e 540 condenados a prisão perpétua.

A detenção administrativa, sem julgamento nem acusação, permite ao exército israelita deter uma pessoa por um período de até 6 meses, renovável indefinidamente. Neste momento estão em detenção administrativa 497 palestinos, incluindo 3 deputados. A tortura é prática corrente.
O crime? O crime é resistirem à ilegal ocupação israelita e por lutarem pela dignidade e liberdade do seu povo.

Neste caso ninguém pergunta se aquilo é uma democracia...!

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21/04/2019

O destino das esquerdas oportunistas

Sobre as eleições de 2019 que renovaram e reforçaram o poder de Netanyahu em Israel, ou sobre as derivas oportunistas em movimentos de esquerda, recomendo a leitura na íntegra de um artigo de Alexandra Lucas Coelho [AQUI] de que transcrevo o seguinte excerto.

“Estas eleições, e a diminuição do poder tanto dos Trabalhistas como do Meretz na política israelita, mostram que a estratégia da esquerda sionista, de ajustes superficiais em vez de mudanças radicais, se virou contra ela mesma. A incapacidade dos partidos sionistas de esquerda de lidarem não só com os seus falhanços mas com a ideologia que desalojou milhões de palestinianos, os transformou em refugiados, e expropriou as suas terras, significa que eles nunca vão transcender as suas contradições originais. Enquanto não decidir se tem mais medo de formar uma aliança real com os palestinianos ou com aqueles que querem desapossar os palestinianos, a esquerda sionista continuará a mirrar na sua própria irrelevância.”

17/04/2019

Liberdade de manipulação

"Libertem os recursos [da Venezuela] sequestrados na Europa. Peço ao Governo de Portugal que desbloqueie os 1,7 mil milhões de dólares [cerca de 1,5 mil milhões de euros] que nos roubaram, que nos tiraram. Com isso [os fundos retidos em Portugal] compraríamos todos os medicamentos (...) sobrariam medicamentos e alimentos na Venezuela. Eu faço um apelo ao Governo de Portugal: desbloqueie esses recursos. Porque nos tiram este dinheiro? É nosso"

São palavras de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela.

Qualquer semelhança entre este texto e o título que lhe dá a publicação   [VER]   é pura especulação jornalística - um certo conceito de liberdade de expressão...
 

23/03/2019

Ser ou não ser
uma democracia

«O PCP defende uma democracia avançada tendo em conta os valores de Abril, sem perder a perspectiva da construção do socialismo», cita Jerónimo de Sousa sem perder de vista satisfazer "revisionistas" e revolucionários. É compreensível.

Polígrafo - Porque é que tem tanta dificuldade em admitir que não há uma democracia na Coreia do Norte?
Jerónimo de Sousa - O problema não é esse. O que é a democracia? Primeiro tínhamos de discutir o que é a democracia.

Aqui fica a minha reflexão

Para os comunistas, democracia é sobretudo igualdade social, isto é, abolição das classes antagónicas inerentes às sociedades capitalistas. É neste sentido que desdenham dos regimes e partidos social-democratas.

Para os social-democratas, por seu lado, democracia é um regime estruturado na base do pluralismo partidário, da separação de poderes (legislativo, executivo e judicial) e do liberalismo económico.

Assim como acontece com o conceito de democracia, também o conceito de liberdade concorre para identificar um regime e o outro. Quanto a este, porém, e ao contrário do que parece, as diferenças são menos radicais já que ambos restringem as liberdades àquelas que preservam os respectivos regimes.

Em todo o caso, é indisfarçável que comparar as liberdades nestes diferentes regimes é como comparar as liberdades de um prisioneiro com as liberdades de um cidadão comum – sabendo-se que também os presos têm direitos e liberdades.

O pecado original do comunismo enquanto regime é manter na sua doutrina aqueles conceitos e métodos revolucionários que fizeram sentido quando se tratava ou trata de derrubar ditaduras de direita.

Também o conceito de ditadura, a propósito, marca um aspecto distintivo dos regimes: a experiência revela que as ditaduras de direita agravam sempre as desigualdades sociais enquanto as ditaduras de esquerda confrontam essas desigualdades. Que ambas favoreçam a corrupção é outra questão.

Vemos pois como é o princípio da igualdade social que distingue essencialmente os dois conceitos de sociedade, seja no domínio das liberdades, seja no domínio dos poderes.

19/03/2019

Bombardeamento... noticioso

Não houve qualquer ataque químico em Duma, na Síria, 
no dia 7 de Abril de 2018.

A Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ/OPCW) investigou o local, não detectou vestígios de substâncias tóxicas nem conseguiu contar os mortos, "se é que os houve". As imagens foram encenadas, como têm vindo a denunciar numerosos jornalistas que respeitam a ética da profissão. 

Esse suposto "ataque", recorda-se, levou os Estados Unidos, a França e o Reino Unido a bombardearem a Síria uma semana depois. No entanto, a informação dominante que intoxicou o mundo com as imagens falsas não restaura agora a verdade nem sequer dá relevo ao relatório da OPAQ.

Ver mais em https://www.oladooculto.com/

14/03/2019

Vale tudo contra a Venezuela

A Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros tem em seu poder, há nove meses, cartas de observadores internacionais das últimas eleições presidenciais venezuelanas invalidando toda a argumentação de Bruxelas e de governos de Estados membros sobre a suposta falta de legitimidade da consulta popular.


As posições europeias contra o governo de Caracas “têm apenas motivações políticas, porque não podem ser suportadas por alegadas incorrecções eleitorais, que não existiram”, afirma-se no próprio departamento chefiado pela italiana Federica Mogherini.


Fonte: O LADO OCULTO