22/09/2019

As antenas de Rui Pinto

Ouvi dizer que os cabelos eriçados do Rui Pinto seriam antenas com que ele estava permanentemente em contacto com o exterior, recebendo e enviando informações. Mas é possível que se trate apenas de especulação. Quando o vir aqui por Gaia vou-lhe perguntar.



Mas o que eu queria mesmo saber era  por que ele está  a ser tão incriminado e as entidades que ele acusa estão a ser tão poupadas. 

Haverá aqui alguma intenção que deva ser investigada? Não acredito...
O que eu acredito é que os cabelos do rapaz são fibras capilares - e são mesmo.

16/09/2019

Venezuela na mira

A vaga de informação lançada há um ano sobre o êxodo em massa de venezuelanos, que estariam a fugir “da fome e da ditadura de Nicolás Maduro”, foi uma campanha de desestabilização organizada e inserida no processo de guerra híbrida comandada pelos Estados Unidos, confirmam agora dados divulgados pelo Alto Comissariado da ONU para os Refugiados.

(Estes dados) vêm comprovar a falsidade da campanha. As estatísticas oficiais, relativas a 31 de Dezembro de 2018, revelam a existência de 341 800 refugiados venezuelanos, muitos dos quais já regressaram ao país ao constatarem o logro em que caíram depois de terem sido aliciados por promessas que não se cumpriram.

Excerto de um artigo publicado em O Lado Oculto

10/09/2019

Interpretando o museu

Chame-se Museu Salazar ou Centro Interpretativo blá blá, não é por chamar gato ao cão que este começa a miar. O projecto não podia ser menos oportuno.

Tratando-se de "apenas e só fazer um levantamento científico e histórico de um regime político, enquanto acontecimento factual", onde cabe a designação de centro interpretativo?

Um dos argumentos que se lançam a favor da iniciativa é o valor da “imparcialidade”. Cumpre prevenir os incautos de que a justiça não é imparcial quando condena um criminoso mas sim quando o julga. Reconhecido o crime, a sociedade deixa de tolerar o infractor. E o crime hediondo que constituiu o regime do Estado Novo foi julgado e condenado em 25 de Abril de 1974. E não é reabilitável! Isto sem acrescentar que é prudente, sempre, pensar duas vezes antes de aceitar declarações de imparcialidade!

Das mesmas bandas intelectuais dos defensores do museu de Salazar – ou é só razões turísticas que pretendem criá-lo na terra do ditador? – emana o argumento de que a sua obstrução seria contrária à liberdade de expressão. Aqui fingem ignorar que o maior inimigo das liberdades é o abuso. E que esses abusos perigosos para a sociedade não podem evitar-se apenas com as leis democráticas mas carecem também de práticas democráticas, nomeadamente a oposição aos avanços ideológicos fascizantes.

Há quem alegue que “a Democracia não pode ter medo dos autoritarismos e totalitarismos que procura atacar, nem dos seus eventuais defensores”. Mas  é precisamente dos autoritarismos e totalitarismos que a Democracia deve ter medo – esse medo-útil que avisa dos perigos!


Pior que tudo, há quem finja que as correntes fascizantes não têm eco na opinião pública. Como se as Marine Le Pen da Europa ou os Bolsonaros da América do Sul fossem fenómenos insignificantes – refiro-me aos votos que os elegeram, mais do que a eles próprios. 

25/08/2019

Bolsonaro e o fogo

Quando Jair Bolsonaro se tornou Presidente do Brasil, muitos como eu recearam que isso se tornasse num inferno para o país irmão, mas ninguém terá imaginado que a confirmação  fosse tão literal...




11/08/2019

"Que fazer" com esta greve?

A greve de camionistas marcada para 12 de Agosto em diante parece ser um episódio típico da luta de classes na perspectiva marxista. Será assim que a entendem os marxistas mais representativos entre nós?

Comecemos por analisar a posição do PCP. Transcrevo dois parágrafos significativos recolhidos na secção de Opinião do jornal oficial do partido, o Avante, de 8 de Agosto.

«A legislação para o sector (aprovada por PS/PSD/CDS) legitima formas de organização do trabalho com impactos brutais na vida dos motoristas, que passam demasiado tempo longe de casa em condições muitas vezes deploráveis e ainda fazem cargas, descargas, segurança e manutenção dos veículos, muitas vezes fora do horário de trabalho».

«O que se impõe? Que o Governo cumpra e faça cumprir as leis que defendem os trabalhadores. Que a associação patronal aumente os salários e concretize uma mais justa organização do tempo de trabalho, repercutindo os custos nos seus lucros e nos dos seus clientes. Que se eliminem os bloqueios à negociação e contratação colectiva. Que a lei deixe de tratar o motorista como uma mera peça da maquinaria necessária ao transporte de mercadorias. Que se combatam aqueles que usam as justas reivindicações dos motoristas, seja para se promoverem, para alimentar projectos políticos reaccionários ou para atacar o direito à greve».

A posição do BE aparece assim no esquerda.net de 9 de Agosto 

A coordenadora do Bloco (Catarina Martins)  fez um apelo à serenidade de todas as partes, que considerou muito crispadas: "quando ouço as várias partes, parece que toda a gente está à procura de uma crise, em vez de uma solução". Há um problema real que é preciso resolver, afirmou: muitos motoristas recebem remuneração à parte do salário, sem descontos, o que é mau para a Segurança Social e mau para os motoristas, "que não vão ter a reforma a que devem ter direito". O essencial, prosseguiu, é conseguir um novo contrato coletivo de trabalho, que garanta um salário digno aos motoristas com os devidos descontos à Segurança Social, de forma a proteger a sua carreira contributiva e reforma.

É manifesto que o PCP aposta na luta de classes e que o BE aposta na serenidade contra as posições “muito crispadas” das “várias partes” envolvidas.

Como Karl Marx já morreu e Arnaldo de Matos também, resta-nos ler o que ambos disseram sobre esta temática... e fazer o que nos aconselhou o ministro Pedro Nuno Santos: encher o frigorífico e o depósito de gasolina “na medida das nossas possibilidades”.

A imagem acima reporta a greve dos motoristas de matérias perigosas, de 15 de Abril p. p., por tempo indeterminado...
(recolhida do Notícias de Aveiro)

02/08/2019

Não são familiares...

Donde se prova que não são as relações familiares que...