18/09/2017

"Geringonça" e o futuro


Se Jerónimo de Sousa e Catarina Martins se manifestam pouco disponíveis para repetir o acordo de apoio ao Governo “socialista” no próximo mandato, é porque prevêem uma maioria absoluta do PS ou uma maioria relativa em que um só dos actuais apoiantes chegaria para viabilizar o Governo. Não é uma zanga, é uma estratégia que faz todo o sentido para todos.

No caso da maioria relativa do PS, porém, os constrangimentos seriam insuportáveis para o PCP mas também para o Bloco de Esquerda e até para para o próprio PS.

O que poderá comprometer este quadro, enfim, será uma nova liderança do PSD tão necessária e desejada pela “maioria silenciosa” deste partido. Mas ainda assim será preciso que ocorra um grave acidente político no actual governo, o que não se vislumbra.


Razões suficientes para as especulações prematuras que vão sucedendo nos orgãos de informação, que os partidos de esquerda não devem alimentar, sabido que tudo será decidido apenas em Outubro… de 2019!

15/09/2017

Más figuras autárquicas


Sabemos que as candidaturas às eleições autárquicas se prestam à exibição de más figuras políticas e físicas, devido ao amadorismo dos candidatos. Mas que duas profissionais façam tão má figura é desolador. Falo de Judite de Sousa como moderadora no debate sobre Loures e de Joana Amaral Dias como candidata no debate sobre Lisboa.

(Imagem reeditada)

02/09/2017

Um lado obscuro de Angola

Para ser mais rigoroso, o título devia dizer "O lado oculto e obscuro das campanhas em Portugal contra o MPLA".

Sempre foi claro para quem quisesse ver, que as motivações de João Soares ou Maria Antónia Pala, Torres Couto e Manuel Monteiro, entre outra gente, não era a corrupção ou a falta de democracia, mas sim as cumplicidades ideológicas destes activistas.

Independentemente dos pretextos que o regime angolano de José Eduardo dos Santos ofereça às campanhas que se desenvolvem em Portugal contra ele, são motivações anti-progressistas que movem este conluio, tal como se passa com a Venezuela.

O recente artigo do Expresso sobre Savimbi, ajuda involuntariamente a esclarecer estes meandros da militância anti-MPLA que decorre em Portugal desde o início das lutas de independência de Angola. Recomenda-se por esta razão!

17/08/2017

De queda em queda

A queda de uma árvore gigante sobre peregrinos religiosos, na Madeira, faz lembrar a queda de um "andor de grandes dimensões" na procissão de Nossa Senhora da Aparecida, em Torno, Lousada, e ambas nos fazem lembrar a “queda” do maior banqueiro deste país, um tal Ricardo do Espírito Santo.

Questões religiosas à parte, o que se vê uma vez mais é que se lixa sempre quem está por baixo.

16/08/2017

O mito da imparcialidade

Os partidos de esquerda não seriam bem mais agressivos contra o Governo se este fosse de direita? – perguntam recorrentemente os jornalistas a propósito disto e daquilo.

A pergunta pode ser pertinente mas a resposta, digo a resposta adequada é óbvia: “claro que sim!”

A razão está em que uma coisa é criticar os erros de um governo que genericamente prossegue uma política louvável e outra coisa seria criticar um governo que genericamente prossegue uma política reprovável.

Será preciso um desenho para explicar?

06/08/2017

O lado esquerdo da Venezuela (3)

Enquanto Álvaro Uribe governou a Colômbia à imagem de Hitler, o jornalismo europeu andava tão distraído... Mas agora que está de pé uma campanha despudorada contra o regime venezuelano, campanha com que o próprio Uribe está activamente solidário, claro, aqui del rei capitalista liberal que há um tirano potencial a governar a Venezuela.

Que se cuidem os agressores contra o governo da Venezuela: se a situação se extrema pode acontecer uma nova Cuba na região. Ofertas de apoio de países desalinhados, não faltarão.

Sei que é um processo polémico, mas não como a campanha desinformativa o pinta. Tem faltado o famigerado "contraditório" cuja lacuna modestamente venho contribuindo para superar. O que segue é um exemplo.