Porque hoje é domingo (84)

Porque hoje é o segundo domingo do Tempo Comum, na agenda da Igreja Católica, invoca-se João Baptista. Ele que foi ou não primo de Jesus; ele que era ou não mais velho seis meses do que este; ele que perdeu a cabeça ou tão só a banda que usava à volta da cabeça - conforme o tradutor para "kephalë" - por capricho de uma tal Salomé; ele que terá baptizado Jesus ali para os lados da Jordânia que há perto de um mês sofreu um ataque, terrorista ou não…

Mas de nada disto falarão os profissionais da Igreja nas suas homilias. Pegarão no tema do baptismo para dizer que João Baptista anunciou a sua chegada – lá de onde andou fugido de casa ou não, para aprender a ser Deus.

Invocando uma profecia das antigas escrituras, outras seitas anunciaram a chegada do Salvador, antes e depois de João, pelo que não faltou quem duvidasse de Jesus e quem o acusasse de impostor, mas João Baptista teve o empenho, o mérito ou a sorte de ver o seu familiar singrar no partido, mal podendo adivinhar, talvez, quão dramática e frustrante veio a ser a morte do seu Messias.

Já a Igreja Católica não tem razões de queixa, a avaliar pelo poder temporal que exerceu e exerce no mundo. Mas deste assunto não tratarão as homilias deste dia, que o marketing do Vaticano sabe como cortar a cabeça aos fiéis, isto é, destitui-los de saber e de pensar.

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Isto é dialéctica

O BE, o PCP e a CGTP estão "domesticados" pelo PS, como alguns dizem, ou é o PS que está prisioneiro daqueles? Está-se mesmo a ver que são ambas as coisas naquilo a se chama uma relação dialéctica - uma relação construtiva, no caso.

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Porque hoje é domingo (83)

Seria difícil pregar alguma coisa sobre o tema católico deste domingo, sem repetir muito do que já escrevi em Paradoxos Cristãos, nomeadamente sobre a frustração do povo judaico relativamente à missão de Jesus: libertar a Palestina da dominação romana.

Em vez de liderar a revolta de libertação, de espada em riste, o “Salvador” quis afastar-se da política, atribuindo “a Deus o que é de Deus e a César o que é de César” – o que deixou muitos judeus indignados, outros admirados e o próprio César muito satisfeito certamente.

Durante várias semanas, esta frase foi capa de jornais e tema de discussão na rádio e na televisão, com muitos comentadores, analistas e politólogos debruçados sobre a resposta genial, disseram uns, ou a resposta habilidosa, outros disseram.

É claro que o Presidente dos Afectos e o Ministro da Geringonça fizeram oportunas declarações, assim como os diferentes partidos com assento no templo parlamentar.

E para que eu próprio não ficasse de fora desta vez, é que escrevi o que aqui fica registado.

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Terrorismo militar e financeiro

A luta contra o financiamento do terrorismo está intimamente ligada com o combate à lavagem de dinheiro, já que as técnicas utilizadas para lavar o dinheiro são essencialmente as mesmas utilizadas para ocultar a origem e o destino final do financiamento terrorista, para que assim as fontes continuem a enviar dinheiro sem serem identificadas.

Normalmente essas transacções financeiras ocorrem diversas vezes, sempre transferindo pequenas quantidades de dinheiro, que irão passar por diferentes contas bancárias, abertas em "paraísos fiscais" para dificultar o trabalho das autoridades e também para proteger a identidade de seus patrocinadores e dos beneficiários finais dos fundos.

Segundo o jornal Al-Araby al-Jadeed, todos os integrantes do Estado Islâmico recebem algum tipo de apoio financeiro. Por exemplo, um combatente comum ganha de 500 a 600 dólares por mês. Além disso, o EI também tem apoiado programas de caridade para beneficiar órfãos, viúvas e feridos simpáticos a sua causa. Ainda segundo o jornal, o grupo terrorista possui, em 2015, um orçamento de pelo menos dois bilhões de dólares.

( Excerto de um artigo do politze.com.br )

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As metáforas de Passos Coelho


Creio que Passos Coelho se referia a António Costa, Jerónimo de Sousa e Catarina Martins quando profetizou a vinda dos três reis Magos em Janeiro. 

Se o disse como saudação ou como ameaça, é que não se percebeu. Mas o que consta da lenda religiosa é que Herodes se mostrou solidário com os Magos apenas como estratégia para liquidar o recém-nascido. Nada que possamos depreender do sorriso pretensamente irónico do Coelho.

De Herodes consta que assassinou a própria família. De Passos Coelho não consta coisa muito diferente, politicamente falando, claro. Enfim, quem metáforas atira…

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Descubra as semelhanças

A lembrar as conversas de balneário de Donald Trump, o ministro Augusto Santos Silva foi surpreendido a manifestar semelhanças entre o Conselho de Concertação Social e uma feira de gado.

Como o ministro não especificou aquelas semelhanças, aqui ficam imagens das duas organizações para ajudar à respectiva identificação.


Resta-me acrescentar, em caso de dúvida, que a primeira foto é de uma reunião da Concertação Social e a segunda é de uma feira de gado ocorrida em Arcos de Valdevez e publicada no Blogue do Minho.

Mas junto ainda uma terceira foto que dá outra visão possível de uma feira de gado - vá-se lá saber se na cabeça do ministro estava a ideia de bagunça geral representada na foto anterior, ou a visão de submissão de um dos lados, como parece representar a imagem seguinte.

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