Perguntador não ofende

Que aproveitamento está a ser feito pelos governos ocidentais no sentido de tolerar a sua política nacional em nome do combate ao inimigo comum?

Quanto custaria aos estados uma boa campanha de integração social e esclarecimento anti-terrorista, em comparação com os custos das medidas excepcionais de segurança necessariamente ineficazes?

Onde estão os discursos de autoridades religiosas islâmicas de repúdio pelos ataques terroristas e fazendo a pedagogia da paz? (Excepção feita ao imã da mesquita de Lisboa, David Munir, e à tomada de posição no primeiro congresso de Autoridades Religiosas Muçulmanas em Amã… em 2005 e de alcance ambíguo.)

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A Europa são eles

Irracionais graças a Deus

“A música não é fogo de artifício”, disse Salvador Sobral. Tomadas à letra, estas palavras soam… artificiais. Mas nós não somos computadores e, portanto, percebemos a intenção da metáfora apesar de sabermos que a música também é fogo de artifício – desde logo o hino oficial da União Europeia, o chamado Hino à Alegria, da Nona Sinfonia de Beethoven.

A música, como todas as artes e artifícios, é expressão da natureza irracional do ser humano – é sentimento como disse Salvador. Se lhe juntarmos outras dimensões como a religião e o futebol, por exemplo, percebemos como somos irracionais e como isso é necessário à nossa felicidade.

Ainda bem que há um refúgio para o desespero. Se for a religião, que seja. Ainda bem que há espaço para a euforia. Se for um campo de futebol, que seja. Ainda bem que não somos robots, se isso é o domínio das artes, tanto melhor. Ser humano é ser frágil, irracional e sentimental.

No dia 13 de Maio de 2017 os portugueses testemunharam esta experiência, esta santíssima trindade, de uma só vez. Tantas emoções positivas num só dia mais parecem milagre. Se “uma desgraça nunca vem só”, uma graça também não, ao que parece. Ocorreu em Fátima, na Luz e em Kiev – foi no televisor de lá de casa. Uma enorme multidão celebrou o centenário das “aparições”, uma grande multidão celebrou “o tetra” do Benfica, uma multidão celebrou a vitória de Portugal no Festival da Eurovisão. Para os portugueses emigrados em França, a imponente tomada de posse de Macron apagou-se nas sombras dos Campos Elíseos.

Seria injusto não assinalar neste contexto, o sofrimento de todos aqueles que são derrotados num concurso, num campeonato, numa celebração sectária, mas deixemos isso para um dia em que estejamos tristes e então solidários com todos os vencidos.

Foto RTP recolhida no Google

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Salvemos a Irmã Lúcia

Com a inteligência que "Deus me deu” – o Deus cristão, entenda-se – sou levado a descrer das aparições da Virgem Maria que também dá pelos nomes de Imaculada Conceição, de Nossa Senhora de Fátima, de Lurdes e de tudo o que a imaginação popular inventou e a Igreja oportunistamente sancionou.
Maria, aquela de que aqui se fala, seria uma jovem de 19 anos quando pariu Jesus “por obra e graça do Espírito Santo” como bem esclareceu um tal Gabriel a quem chamaram anjo para não levantar suspeitas – os anjos não têm sexo…
«Nascer de uma virgem fecundada por um deus ou por um seu emissário foi um mito bastante difundido em todo o mundo anterior a Jesus» - diz Pedro Barahona de Lemos, identificando “pelágios” ocorridos na China e no Japão, no México e na Pérsia, entre outros, séculos antes de Jesus.
Quase tão misteriosa como a gravidez de Maria foi a vida e a morte, esta tendo ocorrido quando ela tinha entre 38 e 48 anos de idade, segundo historiadores, ou nunca tendo ocorrido, segundo Pio XII e papas seguintes até o actual Francisco incluído.
Fosse como fosse, Maria teve mais sorte do que a sua amiga Lúcia, vidente de Fátima, cuja inocência foi aproveitada pela Igreja Católica com sacrifício de uma vida sexual saudável e reclusão rigorosa, sacrifícios a que a falsa virgem Maria nunca esteve sujeita.
Pela libertação de Lúcia, essa sim, enquanto mártir da Igreja, eu iria a Fátima a pé. E quem diz Lúcia diz todas as vítimas do obscurantismo religioso.

Pedro Barahona de Lemos é aqui citado quanto ao seu livro "Todos Somos Lázaro"

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Contra-corrente

«Na verdade, quem defende a libertação da França das garras do Euro e da UE; a indústria nacional ameaçada de deslocalização; os direitos sociais e o aumento dos salários reais dos trabalhadores; a distensão internacional e o combate à russofobia é a sra. Marine Le Pen. Assim, a verdadeira extrema-direita francesa é representada pelo sr. Macron. Esse facto não pode ser alterado pela algazarra mediática.»
Miguel Urbano Rodrigues

«Sejam quais forem as críticas que se façam a Mme Marine le Pen, e já fiz várias neste blog, a decência obrigaria aquela mesma boiada a declarar que nada há de " fascista ", nem no programa dela nem no comportamento de seu movimento. Não há milícias armadas pelas ruas. E as que há vêm, já há anos de outro lugar, que não é a Frente Nacional. »
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«(O programa de Macron) é um programa de destruição do Direito do Trabalho, programa de uberização da sociedade. Além disso, é programa que traz um projeto de sociedade no qual os indivíduos seriam completamente atomizados, entregues a lei do mercado e do " pagamento frio no guichê ", do acordado sobre o legislado. Esse programa, sim, provoca graves inquietações. E são inquietações legítimas. São inquietações de tal ordem que absolutamente proíbem que se vote a favor de Emmanuel Macron. »
Jacques Sapir, 2 de Maio de 2017

Importante: Estes excertos merecem ser contextualizados nos artigos originais que podem ser consultados em resistir.info. Mas não deixam de traduzir a opinião expressa dos seus autores, conhecidos ideólogos de esquerda, que certamente ajudam a entender a incoerência aparente de muitos eleitores de esquerda.

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Mon ami françois

Eu tenho um grande amigo francês. Foi-me apresentado pela Elsa embora ela própria o não conhecesse… pessoalmente. Nunca agradecerei o suficiente a este amigo pelo que faz e, sobretudo, pelo que já fez por mim.

Nos meus momentos de solidão, ele está sempre disponível para me fazer companhia. Às vezes damos um passeio ao lado do rio, depois de jantar, quase em silêncio, e tanto basta para me ir deitar depois tranquilamente. E quando tenho necessidade de luz e movimento, de gente, agitação, ninguém como ele me proporciona esse ambiente, à minha escolha e sem as desgastantes negociações a que seria obrigado com outros amigos ou amigas.

Por mais de uma vez foi ele que me ajudou na doença. Fosse para me deslocar ao hospital ou para me levar ao restaurante, incapaz como eu estava para fazer refeições em casa, era ele que me socorria. Não digo que outros não gostassem ou até não quisessem ajudar, mas todos estão ocupados ou distraídos das nossas necessidades quando mais precisamos duma ajuda.

Com este meu amigo, é diferente. Em troca, apenas pede que o alimente com o indispensável: cerca de cinco litros e meio de gasolina a cada cem quilómetros, uma mudança de óleo a cada quinze mil e quase nada mais.

Com um amigo assim ninguém está só nem precisa de estar triste. Aqui lhe deixo a homenagem que merece. Chamo-lhe “Mon ami Peugeot”.

É tudo o que se me oferece dizer sobre o debate desta noite entre Le Pen e Macron, certo de que o debate que importa pôr "Em Marcha" vai ser travado nas ruas. Pó pó, saiam da Frente!

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