26/06/2009

"O Piolho" do Porto


Hoje, 26 de Junho, é justamente invocado em vários espaços virtuais:

"Chama-se Âncora de Ouro, mas por este nome, no Porto, ninguém o reconhece. É para todos “O Piolho” e faz hoje cem anos. Tradicional café dos universitários, foi também ponto de encontro de quem lutou contra a ditadura"
http://www.cienciahoje.pt/

Muita da mística do Piolho consistia no seu ar degradado, algo que se perdeu com as recentes obras de recuperação. Mas há esperança. Como referiu o seu proprietário Edgar Gonçalves, "cabe agora às pessoas continuarem a vir cá degradá-lo".
http://contraculturalmente.blogspot.com/


Participam nesta iniciativa o médico António Graça, em representação das gerações dos anos 40, o jurista e político Pedro Baptista (anos 60) e o matemático Paulo Morais, representando os estudantes dos anos 80, disse aquele responsável.
… "Temos para este ano marcados mais dois debates sobre lutas estudantis, um em Setembro e o terceiro em Dezembro", revelou.
http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Cafe-Piolho-comemora-os-seus-100-anos-com-tertulia-que-abre-programa-cultural.rtp&article=209443&layout=10&visual=3&tm=4

Fica junto ao jardim da Cordoaria, no Porto.

10/06/2009

M & M


Nas eleições presidenciais de 2006, Manuel Alegre recolheu mais 6,4% de votos do que o candidato que apoiava o Governo… e foi o candidato da direita que venceu. Nas eleições europeias de 2009, Manuela Ferreira Leite recolheu mais 5% do que o candidato que apoiava o Governo…

“Não se enforque o desprezado nem o prezado se envaideça”. Os votos perdidos pelo PS em ambos os actos eleitorais não se destinam ao Manel nem à Manela – destinam-se a avisar o Governo que por este percurso político terão este resultado eleitoral. O que vem a dar no mesmo se o Governo não arrepia caminho. E não é pela direita que sobe – esse é o pântano em que se meteu. Se a direita ganhou com o descontentamento popular foi na base de um discurso de esquerda associado ao conceito de “voto útil”.

Como dizia um cidadão em Yorkshire a propósito do resultado desastroso dos trabalhistas e do crescimento da extrema-direita, na Inglaterra, esta direita limitou-se a recolher o voto de protesto. Mas que, cá como lá, mutantis mutandis, é perigoso governar à direita em nome da esquerda, é. Muito perigoso.

08/06/2009

Brancos não contam?

Nós, os eleitores que protestam contra a farsa eleitoral da União Europeia - a tal que avalia em última instância se os votos dos eleitores são ou não para ter em conta (Ver Tratado de Lisboa), nós os europeus sem direitos, votamos BRANCO. E obtivemos um resultado idêntico ao do Bloco de Esquerda em 2004, aproximadamente.

Apesar desta vitória estrondosa... (tudo são vitórias) ninguém fala de nós-europeus outros.

Para a próxima será melhor abster-me - ai o trabalho que dá fazer-se contar.