Liberdades desportivas

Pelo respeito que tenho pela eurodeputada Ana Gomes foi com alguma tristeza que li um trecho da sua intervenção na Comissão de Assuntos Exteriores do Parlamento Europeu:

“Porque me interesso pelos direitos humanos na China e no Tibete, eu não apoio os apelos a um boicote dos Jogos Olímpicos em Pequim. Seria desmasiado conveniente para aqueles que contam com a indiferença do mundo para continuar a oprimir chineses e tibetanos. Em vez disso, cabe-nos a nós todos, como cidadãos do mundo, tornar estes Jogos em Pequim em verdadeiras Olimpíadas pelos Direitos Humanos. Pela liberdade no Tibete e pela liberdade na China".

Quanto a mim, este é o vício central desta campanha com origem na CIA-EUA: pretender que os Jogos Olímpicos são espaço privilegiado para a luta política. Ou pretende Ana Gomes que amanhã os jogos da Selecção Nacional portuguesa sejam invadidos por uma manifestação de professores, ou de sub-contratados, ou de desempregados, ou de indignados com a corrupção na alta-finança...

Pelo que é conhecido de Ana Gomes admito que se trate de um dos seus excessos, frutos de genuino entusiasmo, como aquele em que considerava Jorge Sampaio indigno do PS, mas fico triste por vê-la peder a razão. É o que acontece de quem se gosta. E não é só por ser aquariana...


O que nos cabe a todos , portanto, neste domínio, é respeitar o caracter universal e a liberdade desportiva dos Jogos Olímpicos.

AG co-escreve em http://causa-nossa.blogspot.com/

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a guerra, la guerre, the war


S'il faut donner son sang
Allez donner le vôtre
Vous êtes bon apôtre
Monsieur le Président
Si vous me poursuivez
Prévenez vos gendarmes
Que je n'aurai pas d'armes
Et qu'ils pourront tirer


Fernando Botero - Colômbia - 1973

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Lama contra a China

Nos dias de hoje, a ajuda financeira e política aos exilados tibetanos parte de um poderoso braço da CIA, a National Endowment for Democracy, organismo criado a partir de 1984, sob a administração Reagan, que patrocina e subsidia movimentos pró-americanos ao redor do planeta, como os que recentemente derrubaram os governos da ex-Iugoslávia em 2002, Geórgia em 2004 e Ucrânia em 2005.

O trabalho da NED, desde a década de 1990, é propalar os discursos e ações ''pacifistas'' do dalai-lama ao redor do planeta.
(Publicado em : Pravda 2008-03-21- Prima no título para aceder)

Pequeno historial (da mesma origem)

... Em 1956, o dalai-lama assumiu a presidência do comitê provisório encarregado de organizar a região autônoma do Tibete. As relações entre os governos central e local estavam, portanto, normalizadas.

O conflito ressurgiu quando se cogitou em promover a reforma democrática do Tibete, separando a religião do Estado, abolindo a servidão rural e a escravidão doméstica, e redistribuindo a propriedade das terras e dos rebanhos, monopolizada pela aristocracia civil e pelos mosteiros.

Após o exílio, o dalai-lama, cercado pelas forças antichinesas e por separatistas tibetanos, traiu completamente sua posição patriótica original. A facção pró-ocidental, aproveitando-se da insatisfação entre lamas e nobres, retomou a ofensiva.

Agitando as bandeiras separatista e religiosa, e apoiada pela CIA cada vez mais desinibidamente, como hoje se reconhece, essa facção fundou uma organização política, a ''Quatro Rios e Seis Montanhas'' e uma organização militar, o ''Exército de Defesa da Religião' e iniciou, em 1956, ataques armados a funcionários e prédios públicos, a obras de infra-estrutura e, até mesmo, a tibetanos que apoiassem o movimento democratizador.

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Prós e prós...


A propósito do programa "Prós e Contras" de 17/3 que parece ter sido encomendado para tentar restabelecer a confiança dos portugueses... no Governo ( tal é a bronca ) cito um parágrafo de uma reflexão por mim editada em http://www.manifestomarxista.blogspot.com/


«... A conflitualidade de interesses, porém, e para contrariedade dos capitalistas, provoca a conflitualidade social, as manifestações, as greves, as acções violentas se as outras não resultam.


Até um certo ponto, os diques podem reprimir a torrente do descontentamento, mas quando estas irromperem, mais cedo ou mais tarde, nem elas próprias saberão conter-se.


Tal como na Física, também na Sociedade há uma só forma de evitar o movimento – é criar o equlíbrio ! »





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