2006/08/27

aviões caem


Permanecem por esclarecer as causas da queda do avião que hoje se despenhou... – diz a notícia.
Mas não são evidentes as causas da queda? - A gravidade ! Digo eu…

Aumentaram os transportes e a gasolina... - diz a notícia.
Na verdade o que aumentou foram os preços! - Há que decifrar.

Voltando aos aviões...

Meu recorte de http://www.theregister.co.uk/2004/12/30/comair_bad_box/ :

GMTGet The Register's new weekly newsletter for senior IT managers delivered to your in-box, click here. Aging server software has been blamed for Comair's holiday collapse that left thousands of travelers stranded.

Comair last week said that winter storms had affected its computer systems responsible for scheduling flight crews. At the time, however, the carrier - a subsidiary of Delta Air Lines - did not say exactly how inclement weather had brought down its boxes. It now turns out that a dinosaur of a system was only capable of handling 32,000 scheduling changes in a month (a result of the 16-bit conundrum). Snow storms caused an unusually high number of changes to be made and brought Comair's computers down.

By Ashlee Vance in ChicagoPublished Thursday 30th December 2004 21:07

2006/08/20

brin Cadeira

nin guém is creve cu mu Sir Amargo
- nem, Vir Gí Liú, Pe Trar Ca, nem u Mero
nem mia assim u cão nem la drassim o melro
por mais que se baralhe o ai ó u.

Cá Môes tem tou mas fi cou sem 1 ôlho
- Quedeus cas tiga a quele quiu pru voca.
E a pró pria Língua Ba da Lhoca
quandos can tou, enfado, vi rou vaca.

Leván tado do chão sem nunca ter ca ido
pergun tou: Que farei contanto livru?
Farei uma vi agem ao Memo Rial,
vi zito o Ri Cardo e sigu de jangada.

Estava já em Saio da Cégáda
quan du chegou o Ivan Joelho,
nas mãos de São, Mateus e do Di Abu
que é quem o ins pira ao fim e ao cabo.

Daí os canda lu nu Va Ti Cano
quando o hereje, o pensa dor profano
arre bata, sem crer, o prémio Nobel
- ele que nem tem carta de auto móvel.

2006/08/14

homenagem

às vítimas da guerra

2006/07/15

a escrita


Não é o mundo que precisa da minha escrita.
Sou eu que preciso de falar com o mundo.

Escrevo sentimentos, emoções, a raiva e a ternura. Escrevo com os nervos - seria ocioso, falso e perverso fazê-lo de outro modo. Escrevo como mordo, como beijo...

Afinal as palavras são coisas, como riscos ou pontos ou manchas…
Só há uma diferente: a palavra amor !
A ela se referem todas as outras que estão na Literatura.



O ensaio é a ponte, é a escada, que, palavra a palavra, nos leva a todos mais à frente, mais acima. O romance serve para mostrar essa tragédia que é a vida – um processo a caminho da própria destruição. A poesia é o momento denso e incontido que busca reproduzir-se e perpetuar-se no húmus das palavras.

Mas não há expressão como o olhar…

em preparação a continuação

2006/07/14

o teatro



O teatro põe carne nas palavras.
Põe pernas no andar, põe olhos no olhar…

O teatro dá-nos o outro que queremos confrontar – a sensação do outro. O outro Eu, decerto, incluído.

Se é verdade que a personagem me é representada e não apresentada, o actor
que invoca as suas dores e alegrias, no acto de mostrá-las é tão real como eu que com ele respiro, sinto, vivo aqueles sentimentos. Nesta cumplicidade física, real, está a grande alma do teatro. Do Teatro !

E para nos entendermos é bom dizer ainda que a comédia, a Comédia, em nada se distingue do que fica dito. Convocar os aspectos ridículos da vida é tão importante e tão dramatizável quanto é convocar os seus momentos trágicos.
E convocar o riso é sempre humano.