a televisão

Como sempre que a nossa vida toma um rumo, o acaso pesou tanto como a vontade. Respondi a meia dúzia de anúncios de jornal que pediam simplesmente empregado de escritório. Das duas entrevistas a que fui, pude escolher – nessa altura já sabia que um emprego era numa fábrica e outro na Televisão. A questão é que a fábrica pagava quase o dobro. Escolhi a Televisão e ali fiz a minha carreira, não nos serviços de escritório mas sim na Realização.

Muito do que aprendi o devo aos meus colegas. Não só os aspectos técnicos e operacionais, mas também a paciência no trabalho e o empenho, muitas vezes desinteressado, de muitos operadores de som, de câmaras, de iluminação, de mistura, de edição (chamava-se montagem desde os tempos do filme).

Sempre encontrei o maior profissionalismo nos mesmos em quem encontrava o melhor
caracter. E vice-versa.

Dos realizadores que mais estimei:
Manuel Oliveira Costa e Luis Filipe Costa.
Das chefias, uma pessoa só a quem me sinto sempre grato:
Teresa Paixão.

Como Assistente de Realização :
Morte D'Homem (1985), de Luis Filipe Costa
Só Acontece aos Outros (1985), de Luis Filipe Costa

Como Realizador :
«Fórum Musical» (série sobre música erudita)
«Conversas Vadias» com Agostinho da Silva (1990)
«O Tesouro” de Eça de Queiroz (ficção, 1990)
«Ana» (ficção infantil, 1994)
«O Autocarro) (ficção infantil, 1997)
«Desenhos Cruzados» (série/concurso infantil, 1998)
«Eu Decidi» (Documentario para a UER, 1999)
«Recordar» (Série docum.coprod. com BBC, 1999)
«As Palavras de Abril» (documentário)
«Manuel Valadares» (documentário)
(Em ambas as funções menciono apenas alguns trabalhos)

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1 Comments:

Anonymous Tina Miranda said...

Gostei muito da frase do Picasso.Não conhecia mas é muito acertada.

16 agosto, 2006  

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