Eles compram países

O problema da dívida soberana dos países da União Europeia, já não é uma questão financeira, é uma questão política e social.

Os grandes credores representados pela “Troica” não se limitam a exigir o pagamento dos empréstimos… e dos juros; exigem mudanças na legislação e na cultura dos países, exigem perda de soberania e degradação da vida dos cidadãos. Não são credores, são ocupantes.

A proposta de criar um comissário internacional para acompanhar as medidas tomadas pelos governos nacionais, não é uma fantasia passageira, é um elemento coerente com o papel que a "troica" se reserva.


Alguns aceitarão a justificação de que os credores têm o direito de controlar a forma como os países estão a garantir o pagamento das suas dívidas… e dos juros. Alguns aceitam tudo. Mas é altura de nos perguntarmos se os credores não têm responsabilidade na avaliação dos riscos que correm quando emprestam dinheiro. Porque não desconfiaram dos países, antes de lhes emprestarem o dinheiro? Porque aceitaram correr riscos de incumprimento?

Eles podem não recuperar algum do capital emprestado, ou não cobrar todos os juros que estabeleceram, mas com esse preço estão a submeter as economias e as políticas, os governos e as soberanias dos países devedores, estão a comprar barato a independência das nações e os seus recursos próprios. Tudo sem ter que dar um tiro. Nem receber.

Afinal eles não emprestam dinheiro, eles compram países!
Assim vale a pena "correr riscos" !

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