Em Roma sê... prudente!

Julgava eu que aquelas pinturas e estátuas que povoam a Itália, apareciam geralmente despidas por causa do calor insuportável que faz no Verão. Mas não. Aquela gente toda foi roubada até ficar de tanga, na melhor das hipóteses. 

É a conclusão a que se chega pela seguinte descrição “dantesca” de um amigo recém-regressado de uma viagem à terra de Leonardo e Miguel Ângelo, de Petrarca e Maquiavel. E Berlusconi!

Carroças de turistas são despejadas na estação de Termini, em Roma, chegados do aeroporto de Fiumicino. “Carroça” é a palavra italiano para “carruagem”.

Além dos comboios que chegam e partem, a estação está rodeada pelo metropolitano, autocarros, muito trânsito, muitas lojas por dentro e por fora, gente que transborda e ladrões invisíveis aos molhos. É difícil cruzar a estação sem que uns olhos imperceptíveis rondem os nossos sacos, os nossos bolsos, as nossas carteiras.



Entre a necessidade de uma garrafa de água, de um gelado, de uma sande, de um bilhete para qualquer transporte, comprado nas máquinas, ou de um levantamento de dinheiro numa caixa bancária, é quase impossível passar pela estação sem revelar a carteira e o sítio onde a guardamos. Daqui a ficar sem ela vai o tempo de uma distracção ou de uns empurrões no metro ou no autocarro – e se andam apinhados os transportes…

Aconselha-se aos visitantes da cidade, que juntem os cartões de identificação e cartões de banco, dinheiro e outros valores, no mesmo sítio, numa única carteira, para facilitar a vida aos carteiristas. E não se apressem a comunicar ao banco o desaparecimento dos cartões de crédito ou de débito porque os ladrões precisam de dez minutos a um quarto de hora para extorquirem o dinheiro da sua conta. 

A Polícia? A Polícia  recebe a sua inútil participação do furto e emite uma declaração para efeito de identificação nos hoteis e aeroporto - é tudo!

G.G.

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