A importância de pi linha

Serve qualquer sinal para designar uma incógnita, sendo corrente usar o xis, o alfa, o gama... Mas para evitar mal-entendidos, porque o xis é conotado com pornografia, alfa é conotado com uma marca de automóvel e gama designa raios luminosos e navegadores, escolhemos o signo π que se lê “pi” (em matemática: 3,14...).

Diz o marxismo, na sua vertente filosófica, que pi não é pi mas que é pi e aquilo em que pi se torna. Isto aplica-se às pedras e ás flores, às pessoas e a toda a realidade, incluindo os partidos políticos. Só não se aplica à Matemática que é a ciência mais exacta porque, oh paradoxo, não lida com objectos da realidade.

Se um partido é aquilo que é, mais aquilo em que se transforma, é porque um elemento novo se acrescenta ao velho – sem ofensa. A representação deste fenómeno, para abreviar, seria: Pi = Pi+Pi’ , isto é, pi é igual a pi mais pi-linha.

Mais diz o Materialismo Dialectico que pi-linha (ou simplesmente pilinha, segundo o acordo ortográfico) não se acrescenta de fora, emerge do próprio pi como a pele das cobras. Esta teoria traduz um conceito social, a saber: a sociedade capitalista transforma-se numa sociedade socialista através da emergência de um elemento que se vai desenvolvendo no seio do próprio capitalismo. Digamos que esse elemento é o movimento revolucionário que, na linguagem dos signos aqui usada, é representado por pilinha.

Somos chegados, inevitavelmente, a uma abordagem freudiana de revolução que nem Marx nem o próprio Freud terão vislumbrado: o vigor fálico como expressão da qualidade revolucionária. Nada que não tivéssemos já percebido em algumas manifestações de afirmação pseudo-ideológica. E não é preciso invocar aquele lapso de Jerónimo de Sousa quando gritava em comício, a despropósito!, que os comunistas deveriam estar preparados para dar provas até de coragem física.

Força, camarada!
Cada vez há mais “folhas secas”
para varrer!

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