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2018/04/16

As guerras de Macron

O general Vincent Déport, antigo director da escola de guerra de França, quando lhe perguntaram se o ataque contra a Síria foi legítimo, respondeu: “não sei se o ataque é legítimo mas é necessário”. Por sua vez, François Hollande, antigo presidente da república francesa, considera o ataque “justificado”. 

Quanto ao actual presidente francês, Emmanuel Macron, que está eufórico com a demonstração do seu poder militar em acção real, declarou neste domingo, em entrevista na BFMTV, que o ataque foi mesmo legítimo, invocando umas imagens de dois ou três miúdos a levar umas mangueiradas numa sala incaracterística.


(foto recortada em globo.com)

Se foi necessário, justificado, legítimo ou simplesmente.. conveniente às estratégias politicas de Emmanuel Macron e Theresa May é o que a História acabará por revelar a seu tempo que não é o tempo deles. Mas algumas coisas sabemos já seguramente:

- as primeiras vítimas dos ataques são os cidadãos que pagam impostos aos estados atacantes para estes brincarem às guerras;
- o ataque não esperou pelas conclusões científicas sobre a origem das armas químicas, havendo mesmo quem admita que elas foram fornecidas pelo “ocidente” a grupos sírios de oposição ao presidente Assad;
- o ataque não afecta “o regime de Assad” nem garante a eliminação das alegadas armas químicas;
- o ataque reforça o apoio dos cidadãos sírios ao seu presidente, eles que são sempre as vítimas trágicas de todos os ataques;
- o ataque consolida as alianças da Síria com a Rússia e outros aliados de Assad;

- o ataque beneficia as organizações terroristas que combatem na Síria;
- o ataque é um traque na paz mundial.