Rentrée (sans sortie)

Cirque Du Soleil – Saltimbanco

Jerónimo gagueja umas trivialidades sindicais à falta de perspectiva política; Louçã copia-as com eloquência e, esgotada a receita da criatividade, cede ao estilo populista. É entrar, meus senhores!

Ferreira Leite, leite magro de ideias, leite opaco de intenções, abriga-se num muro de silêncio que alguns militantes tentam arranhar aqui ou acolá, no Pontal ou na TV. Mas no geral, à sombra do mesmo muro, escondem-se com dentes afiados os barões assinalados, para lhe saltar à frente ou, conforme a situação, para cima dos ombros. Vale a pena assistir daqui por poucos meses à corrida. É entrar, meus senhores! O CDS, aguarda a boleia com mais ou menos jeito e trejeito de se fazer notar.

Colhendo o doce fruto do Poder, Cavaco emproa e Sócrates, na boa, vai correndo alegremente – o caminho está livre, o Povo domesticado, o neo-liberalismo instalado. É saquear, capitalistas, é saquear.

Este é o espectáculo. E o resto é tanga.

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