Nadir Afonso

Apesar dos diferentes caminhos estéticos tomo a ousadia de comparar o pintor Nadir Afonso (na foto) ao escritor Miguel Torga, do ponto de vista das personalidades.
Em ambos é notório o caracter sólido que emerge da cultura nortenha e da ética humanista que iluminam a sua estética, mas não menos de uma profunda consciência do que é o objecto artístico.

Só de um homem assim se pode ouvir com profundo respeito declarações como estas que o DN acaba de publicar no âmbito de uma entrevista com Nadir Afonso:

«O Van Gogh nunca compreendeu muito bem o mecanismo da criação. Nem ele nem a maior parte dos pintores, porque não se apercebem das leis e jogam com elas de uma maneira intuitiva. (...) O Picasso também. (...) Não se apercebeu. Peço desculpa por ser um bocado radical, mas eu devo ser dos raros indivíduos que teve o cuidado de elevar ao nível do raciocínio os seus impulsos intuitivos».

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1 Comments:

Blogger O Puma said...

Um pouco radical
pois claro
para desenjoar a matemática
a regua e esquadro

Um homem sério

22 agosto, 2010  

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