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2022/03/27

Porque hoje é domingo 116

Hoje não vou comentar o texto do Evangelho que inspira as homilias do dia: o regresso do filho pródigo. O dilema entre justiça e tolerância exigiria demasiado esforço para aquilo que me pagam... Em compensação, publico uma imagem recolhida hoje mesmo na Rua de Sta Catarina, no Porto:

2012/03/30

Há riscos - dizem eles.

Finalmente as artes têm lugar no discurso político.
Vamo-nos habituando a ouvir os governantes dizerem que a política seguida é boa mas "há riscos". E eu penso em Nadir Afonso (em cima) e Vieira da Silva (em baixo).

2010/08/22

Nadir Afonso

Apesar dos diferentes caminhos estéticos tomo a ousadia de comparar o pintor Nadir Afonso (na foto) ao escritor Miguel Torga, do ponto de vista das personalidades.
Em ambos é notório o caracter sólido que emerge da cultura nortenha e da ética humanista que iluminam a sua estética, mas não menos de uma profunda consciência do que é o objecto artístico.

Só de um homem assim se pode ouvir com profundo respeito declarações como estas que o DN acaba de publicar no âmbito de uma entrevista com Nadir Afonso:

«O Van Gogh nunca compreendeu muito bem o mecanismo da criação. Nem ele nem a maior parte dos pintores, porque não se apercebem das leis e jogam com elas de uma maneira intuitiva. (...) O Picasso também. (...) Não se apercebeu. Peço desculpa por ser um bocado radical, mas eu devo ser dos raros indivíduos que teve o cuidado de elevar ao nível do raciocínio os seus impulsos intuitivos».