O LIVRO NEGRO
da “União Europeia”

Angela Merkel afirmou há dias que a sua «missão central é solucionar a crise europeia». Nada menos! E que «O futuro da Alemanha é inseparável do futuro da Europa».

Tal ambição é de fazer inveja ao Führer do III Reich – mutatis mutandis. Tal presunção faz-nos pensar o que estão a fazer e a gastar as centenas de deputados no Parlamento Europeu e representantes na Comissão Europeia, mais os funcionários e infra-estruturas de apoio respectivo. Já para não perguntar o que faz o Conselho Europeu.

Na UE os direitos dos cidadãos são secundarizados pelos direitos dos grandes credores, as soberanias nacionais são secundarizadas pela dominação formal das grandes potências do continente, a própria paz é secundarizada pelas “intervenções humanitárias” militares... A propósito: se o preço da paz é prescindir da soberania, porque não se evitaram todas as guerras até hoje?

Todos os mitos vão ruindo e a própria invocação dos EUA como exemplo de prosperidade assente num sistema de estados federados, esconde que amanhã a Federação Europeia, isto é, os "Estados Unidos da Europa", terá uma Nova York para a Alemanha e para a França, mas terá também vários “Mississipis” espalhados pelo sul. As recentes notícias sobre a pobreza nos Estados Unidos da América desdizem a tese de que o desenvolvimento e a equidade social dos países dependam da rendição das suas soberanias. Mais de 46 milhões de pobres, correspondendo a mais de 15 % da população, na maior potência mundial, é arrasador.

Alguém há-de escrever a História da União Europeia, não dos seus projectos e tratados mas dos seus sucessos e fracassos. E então é bem provável que se pareça muito com O Livro Negro da Europa Contemporânea.

Nota:
O governo central em Washington considera por definição como pobres os  indivíduos com rendimentos abaixo de 11.140 dólares anuais ou as famílias de 4 pessoas que obtenham menos de 22.300 dólares ao ano. Acrescente-se que não existe um Serviço Nacional de Saúde e que mais de 46 milhões de norte-americanos não têm qualquer Plano de Saúde.

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1 Comments:

Anonymous Alf said...

FERIDA


Querida Europa:
Já não se topa,
mas a ferida aqui está,
até na sopa.

Fingem os que a cingem à margem
desta esmerada ramagem,
fada sem o condão do pão.

E nem a aragem ainda selvagem
tem o sal da vinda:
só sopra
e vem ao mal
que há cá.
De sobra!


Abril/1985

17 setembro, 2011  

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