26.2.10

Cuba chora em silêncio

mas sente-se que grita

Enquanto o Governo Regional da Madeira omite o apoio do Governo Português nos elogios que faz à solidariedade, para já não falar do apoio das Ilhas Canárias, por exemplo; enquanto no contexto da tragédia do Haiti, a liberdade de expressão não é bastante para que se dê notícia do apoio do Governo de Cuba... também é verdade, e mais grave, que nas prisões cubanas se paga muito caro por defender a liberdade de opinião.

Uma pergunta, porém, fica no ar e a todos compromete: porquê? de que são acusados os dissidentes? Para ajudar a compreender o que se passa, e para além do excelente trabalho jornalístico do EL PAIS, recorto DAQUI o corajoso relato particular que se segue.


Universidade de Havana

«En estos dos años, desde que Raúl Castro llegó al poder, las expulsiones por motivos ideológicos se han mantenido –con tendencia al alza– en los centros de altos estudios.

Cuando a Sahily Navarro –hija de un prisionero de la Primavera Negra– se le impidió regresar a su aula, supe que la maltrecha liga estudiantil había pasado de la agonía a la necrosis. Pocos días después, la lápida del sectarismo cubrió los restos de la FEU al apartar a Marta Bravo de su formación como profesora por exigir reformas en el país.

Los acordes del réquiem fueron compuestos por quienes separaron de la docencia a Darío Alejandro Paulino, después de abrir un grupo en Facebook para discutir cuestiones de la facultad de Comunicación Social. Con estos tristes sucesos, la federación –que una vez lideró Julio Antonio Mella– ha confirmado su deceso a manos de los endriagos del dogmatismo y la intolerancia, que hoy se pasean libremente por su campus universitario».


Quem partilha do mesmo conceito de "socialismo" através da cumplicidade, tendo combatido o monopartidarismo, a censura institucionalizada, a repressão policial, tendo vivido ou conhecido a perseguição e expulsão dos professores universitários, teria o dever de se indignar com a mesma veemência contra o regime de Fidel e Raúl e de invocar menos as vítimas da ditadura, como Bento de Jesus Caraça e tantos outros intelectuais antifascistas.

Manuel Valadares,
um de entre dezenas de professores perseguidos e expulsos do Ensino, por Salazar em 1947.

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