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2015/10/31

NATO, logo, mato!

Vêm ao cheiro dos pastéis de nata? Vêm ao cheiro da direita a arder? Vêm guardar o seu quintal recuado da Europa, à beira-mar plantado? Qual é de facto o seu campeo…nato?

Para aprender a progredir nos desertos da Síria, nada melhor do que atolar os seus tanques de guerra nas areias de Portugal. Ó mar salgado etc. e tal.

Além do mais, os banhistas da NATO aproveitam a sua presença em Portugal para combater os terroristas da Assembleia da República, desses que querem assaltar o poder…, enquanto os “jihadistas moderados” adiantam o seu nobre trabalho de “limpeza”... do estado sírio.


Podia não ser assim, mas o seu papel histórico está marcado pela ingerência, agressão, dominação imperial e sangue inocente. Enfim, são as “forças de reacção imediata”, as forças da reacção! Como fantasmas, aparecem sempre que algum país ameaça abrir uma janela.


NOTA:
A fotografia é uma composição editada por este blogue.

2013/07/15

espionagem



Das notícias:
Graças a Snowden, o mundo soube que o presidente Barack Obama nunca encerrou os programas de vigilância doméstica da Era Bush, e que milhões de telefonemas e e-mails privados de cidadãos americanos sem relação com terroristas são monitorizados pelas agências de espionagem dos EUA. Que os Estados Unidos espiam a missão da União Europeia em Nova York e 38 embaixadas, entre elas as de França, Itália e Grécia e dos países do Médio Oriente. Que os serviços de informação britânicos espiaram o G20. Que a NSA usa parcerias com empresas telefónicas americanas para aceder a redes de comunicação de países como o Brasil, China, Índia ou Paquistão.
A história de Snowden foi revelada no dia 9 de Junho de 2013, pelos jornais Washington Post e The Guardian - os dois veículos que receberam e publicaram os documentos secretos.
Enfim, como disse Obama: “Não se pode ter 100% de segurança e 100% de privacidade”...

2013/04/22

paradoxo norte-americano

Criticando as propostas legislativas de Obama contra o acesso indiscriminado de armas, para combater a criminalidade violenta nos Estados Unidos da América, oinsurgente.org  “recomenda” que, nessa ordem de ideias, “os legisladores norte-americanos deverão impor aos comerciantes a obrigatoriedade de verificarem os antecedentes judiciais e psiquiátricos dos seus clientes antes de venderem… panelas de pressão".

Vale pelo humor, mas como as panelas de pressão só são usadas como armas, quando associadas a explosivos, o controlo destes continua a fazer sentido.


Porém há um aspecto que valeria a pena considerar, acima de tudo: é que as armas não se disparam sozinhas, são disparadas por pessoas. Isto é, os norte-americanos que revejam a sua cultura  do “salve-se quem puder”, do egoismo, da concorrência, da arrogância, do culto das armas e do intervencionismo, que são a pólvora da sua insegurança.

No dia em que a solidariedade dos povos valer mais para os mentores da política norte-americana, do que o domínio militar, começará o combate eficaz à violência.