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2010/10/07

Presidentes reencarnados

Para os mais distraídos, convém avisar que este quadro não pertence à campanha eleitoral de Manuel Alegre que parece surgir ali a meio das figuras da frente com uma "caçadeira". Portanto a senhora que o acompanha (à esquerda) também não é Ana Gomes e o rapaz do tambor não é um activista do Bloco de Esquerda. Mas quem sabe se não são encarnações anteriores destas personalidades?

Na verdade recolhi esta imagem de um trabalho do PCP sobre a República Portuguesa que vale a pena consultar pela oportunidade mas também pelo mérito. Com legitimidade o PCP costuma dizer que a sua história «é indissociável da história de Portugal» do mesmo período. Faça-se justiça.

Para que não se dissesse, porém, que estou a fazer campanha por um dos candidatos, procurei por todo o lado alguma figura histórica que se parecesse com o candidato da Direita, desde os reis magos aos discípulos de Jesus, da Capela Sistina aos Paineis de S. Vicente de Fora, mas o melhor que encontrei foi uma imagem de um antigo Primeiro Ministro do período republicano em curso (1985/95) que é a figura mais alta da fotografia:

2010/04/13

Salomão e as presidenciais

A ESQUERDA CORTADA ÀS FATIAS


Vieram ter com ele duas mulheres. Cada uma delas dizia-se mãe da mesma criança e pediam a Salomão que fizesse justiça entregando o recém-nascido à mãe verdadeira.

Salomão mandou que se cortasse o bebé ao meio e se desse metade a cada uma.

Conta a lenda bíblica que o soberano disse isto sem a intenção de que se cumprisse tal monstruosidade, mas sim para avaliar os verdadeiros sentimentos das mulheres – aquela que aceitasse a morte da criança não seria decerto a verdadeira mãe. E assim aconteceu e foi feita justiça.

Dando de barato que isto tenha acontecido e que a intenção de Salomão fosse mesmo a de apurar quem verdadeiramente amava a criança, há pelo menos uma coisa de que estou certo: que Salomão não é do nosso tempo, do nosso país e da nossa esquerda política. Quando os nossos candidatos à esquerda sacrificam os interesses do povo, ao seu orgulho, eles não amam senão o seu umbigo, não são de esquerda e não representam ninguém.

Mais conta a história que todo o povo, ouvindo o julgamento pronunciado pelo rei, encheu-se de respeito por ele...