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2016/05/29

Escolas públicas e vícios privados



Assunção Cristas, líder do CDS-PP questiona porque é que hão-de ser as escolas privadas ou cooperativas a não abrir novas turmas e não a escola pública. Cristas defende que se deve mudar “o modelo”. Quer ela dizer: mudar o Estado de maneira que ele deixe de cumprir a sua função social. Nada de novo, é a cassete da Direita!

Por isso é que não assistiremos à "notícia" seguinte:

2014/02/27

Sexta 28 Fevereiro

Hoje, 28 de Fevereiro, pelas 23h55 (aproximadamente, claro!) a RTP Memória reexibe o meu documentário "Manuel Valadares - um caso exemplar".

Se a oportunidade encontrada pela RTP é o aniversário do nascimento do cientista que Salazar expulsou do país, há pelo menos duas oportunidades mais relevantes para que se trate de um caso exemplar: a questão da "exportação de cientistas" e a polémica sobre bolsas de estudo.


Em 1947, era a repressão política; hoje é a repressão económica. Mas o problema é o mesmo. Naquele tempo, Valadares foi colaborar com a família Curie na investigação das mais evoluídas descobertas científicas, nomeadamente a física atómica e a radioactividade - ele que já havia introduzido em Portugal a análise radiográfica das obras de arte.

Nos tempos que correm, é o que se sabe em matéria de bolsas e de emigração! E que mais tarde será lembrado para vergonha dos governantes "em curso", também eles ideólogos do empobrecimento material e científico.

2010/08/24

Tabuada dos 9

contribuição não autorizada
para a melhoria do ensino


A tabuada dos nove é a mais engraçada que conheço.
Reparem: o produto de um número por nove é formado por esse número menos 1 e pelo que falta deste para 9. Parece complicado mas na prática é muito simples.

Dois exemplos:

9x7 é 63 porque 7-1= 6 e porque 6 para 9 dá 3 (63)
9x8 é 72 porque 8-1= 7 e porque 7 para 9 dá 2 (72)

Com “boneco” explica-se assim:


M – Multiplicador; D – Dezenas; U – Unidades

O produto (P) de 9 é um número com dois
algarismos (DU) assim formado:

- o 1º algarismo (das dezenas)
é M-1 (multiplicador menos 1);

- o 2º algarismo (das unidades)
é a diferença do 1º para 9 (9-D)

Já nem vamos falar de outra curiosidade que é o facto dos produtos se repetirem a partir do multiplicador 6 “apenas” com a diferença de o algarismo das unidades trocar com o algarismo das dezenas. Por exemplo: 9x4=36 e 9x7=63

Quanto à palavra "porque" acima utilizada, não é senão uma forma coloquial de expressão. Na verdade a razão por que 9x7=63 é que... alguém fez as contas.

2009/11/17

Ensino instável

«Fontes Pereira de Melo, faz parte da proxima materia que vamos dar na disciplina de história. Foi um homem muito importante que devolveu a Portugal, a paz e instabilidade politica». Assim escreve num blogue uma turma do 8º ano...

Em comentário, uma colega deles escreve assim:
« Boas! Cultura geral é sempre importante! bj.»

Considerando a quantidade e a qualidade dos erros na escrita, as questões que eu coloco são as seguintes:

1) Será por falta do Magalhães?
2) Se o nosso Ensino e a nossa Cultura continuarem como estão, aonde vamos parar?
3) O que dirão os nossos "homens do futuro" sobre Cavaco Silva e José Sócrates quanto à sua contribuição para a... instabilidade?

Cuidem-se, senhores importantes!

2009/09/17

Memórias de uma professora


É altura de serem os próprios professores a falarem, já que muito se tem falado deles e em nome deles. Daí a excelente oportunidade duma obra que vai agora ser publicada com o nome “Memórias de Uma Professora”.

A professora Isabel Pereira Rosa é autora deste testemunho. Nascida em 1954, na Tojeira, uma aldeia situada nas faldas da Serra de Montejunto, licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa e especializou-se em Ciências de Educação, na Área de Educação Especial, na Faculdade de Psicologia e Ciências de Educação de Lisboa.

Diz que deixa o ensino «porque está cansada, porque lhe doem as costas», mas não tarda a confessar o que há de metafórico nesta explicação: o que lhe falta realmente é o apoio da rectaguarda que a política de educação deveria dar: « e a política da educação nos últimos anos só veio contribuir para uma maior desmotivação dos professores – menos direitos; mais trabalho; criação de um clima de competição, numa profissão em que a cooperação entre os pares é imprescindível à formação integral e harmoniosa dos seus destinatários; menos exigência para com os alunos, a quem já nem se exige o mínimo para progredirem, que é irem às aulas.

O livro será apresentado no dia 19 de Setembro, pelas 16 horas, na nova Biblioteca Municipal do Cadaval (perto de Bombarral).