Enquanto o Primeiro-Ministro israelita, Netanyahu, se vê obrigado a cancelar as suas deslocações pelo mundo, estando ameaçada até a visita do Papa Francisco a Israel, planeada para Maio, a gente por cá nem sabe disso nem sabe porquê nem sabe há quanto tempo. Porque será? Por falta de fontes próximas é que não é.
«Em Israel, face à recusa do Ministério das Finanças em resolver as disputas laborais do Ministério dos Negócios Estrangeiros, os diplomatas Israelitas viram-se forçados a retomar a greve. Pode parecer incomum que o serviço diplomático de um país se envolva numa disputa laboral mas é também pelo nosso profundo compromisso em representar os interesses de Israel no estrangeiro nos muitos desafios que tal envolve, em salvaguardar a posição internacional e a segurança nacional de Israel que nós, os diplomatas Israelitas, insistimos que as nossas exigências, para mais razoáveis, devam ser consideradas.
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2014/03/26
2011/11/24
Mais greve e menos conversa
Se a situação política e social em que nos encontramos não é sufuciente para convencer alguém da necessidade da Greve Geral que se realiza neste dia 24 de Novembro em Portugal, não há situação alguma que convença. Por isso, e depois de ter abordado o tema noutro artigo, a única coisa que vale a pena trazer aqui é informação prática:
2011/11/12
As greves, que chatice
Nos dias de greve não faltam “comentadores” dispostos a substituir o protesto geral pelas suas opiniões “especiais”, para desvalorizarem a dimensão da adesão dos trabalhadores e para realçarem os inconvenientes que trazem aos utilizadores dos serviços, esses dias de paralisação. Os inconvenientes da supressão definitiva de serviços a título de reestruturações, e dos aumentos dos preços que os utilizadores pagam, é-lhe menos caro.
Não se apercebem da figura que fazem, lá no refúgio das suas cadeiras de onde não saem para o mundo real, assustados com a possibilidade de verem os assentos ocupados, no regresso. O medo geral, o terrorismo económico afecta os contestatários das greves como aos outros, só que àqueles de um forma patética.
Pois, as greves, que chatice!... Mas afinal não “são os empresários que fazem andar a Economia”? Que importância têm as greves?
Quando a indústria prospera, os capitalistas obtêm grandes lucros e não pensam em reparti-los com os trabalhadores, mas durante a crise tratam de despejar os prejuízos sobre os ombros dos cidadãos.
Quando o tesouro público suporta os desmandos dos governantes, é um fartote de lugares e privilégios para a família política, mas quando a dimensão dos gastos e da corrupção se torna insuportável, não são os amigos que pagam, são os outros e os serviços públicos prestados à população.
O fortalecimento da economia não é feito pelos investidores na bolsa; é feito pelos braços e os cérebros dos trabalhadores. É feito pelos que cultivam as terras, extraem os minerais, produzem mercadorias, embalam, transportam, constroem...
Os investidores – na verdade devedores à banca – o que fazem é apropriar-se das máquinas para exigirem o rendimento do trabalho e impor as condições – os horários, os salários... O medo de perderem este privilégio de controlar os meios e condições de produção é o que os move contra o Estado e em especial os estados mais interventivos.
Quando os trabalhadores se negam a trabalhar, todo esse mecanismo ameaça paralisar-se. Cada greve lembra aos capitalistas e aos seus representantes políticos, que os verdadeiros actores do desenvolvimento económico não são eles, e sim os trabalhadores. E os trabalhadores estão dispostos a pagar os custos pessoais da greve quando percebem que já nada mais faz parar a ganância dos agiotas.
Nota para alguns espíritos mais sensíveis:
Claro que há greves injustas, greves injustificadas e trabalhadores egoistas e "calaceiros" assim como há camelos capazes de passar pelo buraco de uma agulha, mas eu falo dos conceitos normais. Além disso, a própria greve serve para questionar os seus actores e a população em geral, sobre todas estas questões, trazê-las para o espaço de participação que lhes compete.
Não se apercebem da figura que fazem, lá no refúgio das suas cadeiras de onde não saem para o mundo real, assustados com a possibilidade de verem os assentos ocupados, no regresso. O medo geral, o terrorismo económico afecta os contestatários das greves como aos outros, só que àqueles de um forma patética.
Pois, as greves, que chatice!... Mas afinal não “são os empresários que fazem andar a Economia”? Que importância têm as greves?
Quando a indústria prospera, os capitalistas obtêm grandes lucros e não pensam em reparti-los com os trabalhadores, mas durante a crise tratam de despejar os prejuízos sobre os ombros dos cidadãos.
Quando o tesouro público suporta os desmandos dos governantes, é um fartote de lugares e privilégios para a família política, mas quando a dimensão dos gastos e da corrupção se torna insuportável, não são os amigos que pagam, são os outros e os serviços públicos prestados à população.
O fortalecimento da economia não é feito pelos investidores na bolsa; é feito pelos braços e os cérebros dos trabalhadores. É feito pelos que cultivam as terras, extraem os minerais, produzem mercadorias, embalam, transportam, constroem...
Os investidores – na verdade devedores à banca – o que fazem é apropriar-se das máquinas para exigirem o rendimento do trabalho e impor as condições – os horários, os salários... O medo de perderem este privilégio de controlar os meios e condições de produção é o que os move contra o Estado e em especial os estados mais interventivos.
Quando os trabalhadores se negam a trabalhar, todo esse mecanismo ameaça paralisar-se. Cada greve lembra aos capitalistas e aos seus representantes políticos, que os verdadeiros actores do desenvolvimento económico não são eles, e sim os trabalhadores. E os trabalhadores estão dispostos a pagar os custos pessoais da greve quando percebem que já nada mais faz parar a ganância dos agiotas.
Nota para alguns espíritos mais sensíveis:
Claro que há greves injustas, greves injustificadas e trabalhadores egoistas e "calaceiros" assim como há camelos capazes de passar pelo buraco de uma agulha, mas eu falo dos conceitos normais. Além disso, a própria greve serve para questionar os seus actores e a população em geral, sobre todas estas questões, trazê-las para o espaço de participação que lhes compete.
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