Uma das grandes mentiras do sionismo é que Israel é um Estado “democrático e progressista”. Nada mais falso. Desde a sua fundação, se constituiu como um Estado racista, por sua ideologia e suas leis destinadas à expropriação das casas e terras dos palestinianos.
Israel é oficialmente um “Estado judeu”. Quer dizer, não é um Estado de todos os que residem no país ou nasceram nele, mas somente podem ser cidadãos aqueles que se consideram de fé ou de descendência judaica.
Noventa por cento das terras se reservam exclusivamente para os judeus, através do Fundo Nacional Judeu, cujo estatuto define que essas “terras de Israel” pertencem a essa instituição e não podem ser vendidas, arrendadas ou nem sequer trabalhadas por um “não judeu”. Os palestinianos estão proibidos de comprar ou, inclusive, arrendar as terras anexadas pelo Estado desde 1948.
Desde a fundação do país, existe um sistema de discriminação racial que domina absolutamente todos os destinos das vidas dos palestinianos. O que se poderia dizer hoje de um país cuja política oficial foi a expropriação de terras dos judeus ou que simplesmente proibisse que alguém judeu pudesse se assentar nele se se casasse com uma não judia? Obviamente, dir-se-ia que se trata de um flagrante caso de discriminação anti-semita e poderia ser comparado com o nazismo ou com o apartheid sul-africano. No entanto, esse critério é legal em Israel, através de uma série de instituições e leis que afectam apenas os habitantes não judeus.
A “lei de nacionalidade” estabelece claras diferenças na obtenção da cidadania para judeus e não judeus. Pela “lei de cidadania”, nenhum cidadão israelita pode se casar com uma residente dos territórios ocupados. Caso isso aconteça, perde os direitos de cidadão israelita, e a família, se não é separada, deve emigrar.
Pela “lei de retorno”, qualquer judeu do mundo, se vai para Israel, pode ser cidadão israelita e obter um sem-número de privilégios que os nativos não judeus não possuem. Mas os familiares dos palestinianos do Estado de Israel que vivem no estrangeiro (muitos deles expulsos de suas terras na Palestina ou seus descendentes) não podem obter o mesmo benefício somente pelo fato de não serem judeus.
A “lei do ausente” permite a expropriação das terras que não tenham sido trabalhadas durante um tempo. Mas nunca foi expropriada a terra de um judeu. A maioria das expropriações realizou-se contra refugiados palestinianos no exílio, palestinianos habitantes de Israel e todo palestiniano que reside na margem ocidental do rio Jordão e tenha terras na área ampliada de Jerusalém.
Texto recortado de Secretariado Internacional da LIT-QI (Brasil 12Maio2008)>José Goulão em:
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2024/06/26
2023/04/02
Porque hoje é domingo (132)
O povo de Israel e outros povos vizinhos representados pelos "reis magos" sentiram-se traídos por Jesus e, daí, condenaram-no à morte.
Eles verificavam que o profeta em quem depositavam confiança para a sua libertação do império romano, se refugiou numa narrativa estritamente religiosa, o que pode ser resumido na sua declaração "a Deus o que é de Deus e a César o que é de César!". Ao contrário de Jesus Cristo, o desempenho histórico da Igreja tem sido mais o de atribuir-se o papel que cabe a César - um papel político.
Desta questão trata, em termos menos claros, o evangelho invocado no presente domingo (João 19:19-37).
Desta questão trata, em termos menos claros, o evangelho invocado no presente domingo (João 19:19-37).
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2019/05/24
O farol da União Europeia
No princípio deste mês de Maio, Gérard Araud, embaixador cessante de França nos Estados Unidos, afirmava: Israel é um Estado que pratica o apartheid; e a União Europeia é cúmplice dessa situação aviltante para os direitos humanos agindo como um súbdito dos Estados Unidos e da política terrorista de Israel.
Não é o único diplomata de Estados membros da União que pensa assim. E daí? O que faz a sagrada organização? O que fazem os seus respeitáveis 28 governos?
A colonização da Cisjordânia está prestes a transformar-se em anexação e a União Europeia, proclamando-se "farol da democracia", não projecta um raio de luz, um alerta, para impedir que tal aconteça.
E depois admiram-se...
ADENDA HISTÓRICA
Os Territórios Palestinianos compreendem três regiões não contíguas - a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental. Após a extinção do Mandato Britânico da Palestina, esses territórios foram capturados e ocupados pela Jordânia e pelo Egito durante a Guerra árabe-israelense de 1948. Durante a Guerra dos seis dias (1967), foram ocupados por Israel.
Não é o único diplomata de Estados membros da União que pensa assim. E daí? O que faz a sagrada organização? O que fazem os seus respeitáveis 28 governos?
A colonização da Cisjordânia está prestes a transformar-se em anexação e a União Europeia, proclamando-se "farol da democracia", não projecta um raio de luz, um alerta, para impedir que tal aconteça.
E depois admiram-se...
ADENDA HISTÓRICA
Os Territórios Palestinianos compreendem três regiões não contíguas - a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental. Após a extinção do Mandato Britânico da Palestina, esses territórios foram capturados e ocupados pela Jordânia e pelo Egito durante a Guerra árabe-israelense de 1948. Durante a Guerra dos seis dias (1967), foram ocupados por Israel.
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2019/04/24
Israel é uma democracia?
Quando os criminosos são “os nossos” criminosos, não há crime. E não serve de nada que dezenas de organizações portuguesas subscrevam o seu protesto. Silêncio!
As estações de televisão, que nos hipnotizam constante e obsessivamente com futebol e discussões infantiloides sobre o mesmo, não têm espaço para debater ou sequer noticiar os guantánamos deste mundo que, no caso, ocorrem em Israel de Netanyahu. Entre as redes das balisas e as grades das prisões, o jornalismo "independente, pluralista e democrático" faz as suas escolhas.
Em Fevereiro de 2019, havia nas cadeias israelitas 5440 presos políticos palestinos, incluindo 493 a cumprir sentenças de mais de 20 anos de prisão e 540 condenados a prisão perpétua.
A detenção administrativa, sem julgamento nem acusação, permite ao exército israelita deter uma pessoa por um período de até 6 meses, renovável indefinidamente. Neste momento estão em detenção administrativa 497 palestinos, incluindo 3 deputados. A tortura é prática corrente. O crime? O crime é resistirem à ilegal ocupação israelita e por lutarem pela dignidade e liberdade do seu povo.
Neste caso ninguém pergunta se aquilo é uma democracia...!
Ver mais AQUI
As estações de televisão, que nos hipnotizam constante e obsessivamente com futebol e discussões infantiloides sobre o mesmo, não têm espaço para debater ou sequer noticiar os guantánamos deste mundo que, no caso, ocorrem em Israel de Netanyahu. Entre as redes das balisas e as grades das prisões, o jornalismo "independente, pluralista e democrático" faz as suas escolhas.
Em Fevereiro de 2019, havia nas cadeias israelitas 5440 presos políticos palestinos, incluindo 493 a cumprir sentenças de mais de 20 anos de prisão e 540 condenados a prisão perpétua.
A detenção administrativa, sem julgamento nem acusação, permite ao exército israelita deter uma pessoa por um período de até 6 meses, renovável indefinidamente. Neste momento estão em detenção administrativa 497 palestinos, incluindo 3 deputados. A tortura é prática corrente. O crime? O crime é resistirem à ilegal ocupação israelita e por lutarem pela dignidade e liberdade do seu povo.
Neste caso ninguém pergunta se aquilo é uma democracia...!
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2019/04/21
O destino das esquerdas oportunistas
Sobre as eleições de 2019 que renovaram e reforçaram o poder de Netanyahu em Israel, ou sobre as derivas oportunistas em movimentos de esquerda, recomendo a leitura na íntegra de um artigo de Alexandra Lucas Coelho [AQUI] de que transcrevo o seguinte excerto.
“Estas eleições, e a diminuição do poder tanto dos Trabalhistas como do Meretz na política israelita, mostram que a estratégia da esquerda sionista, de ajustes superficiais em vez de mudanças radicais, se virou contra ela mesma. A incapacidade dos partidos sionistas de esquerda de lidarem não só com os seus falhanços mas com a ideologia que desalojou milhões de palestinianos, os transformou em refugiados, e expropriou as suas terras, significa que eles nunca vão transcender as suas contradições originais. Enquanto não decidir se tem mais medo de formar uma aliança real com os palestinianos ou com aqueles que querem desapossar os palestinianos, a esquerda sionista continuará a mirrar na sua própria irrelevância.”
“Estas eleições, e a diminuição do poder tanto dos Trabalhistas como do Meretz na política israelita, mostram que a estratégia da esquerda sionista, de ajustes superficiais em vez de mudanças radicais, se virou contra ela mesma. A incapacidade dos partidos sionistas de esquerda de lidarem não só com os seus falhanços mas com a ideologia que desalojou milhões de palestinianos, os transformou em refugiados, e expropriou as suas terras, significa que eles nunca vão transcender as suas contradições originais. Enquanto não decidir se tem mais medo de formar uma aliança real com os palestinianos ou com aqueles que querem desapossar os palestinianos, a esquerda sionista continuará a mirrar na sua própria irrelevância.”
2019/03/06
A mensagem de Osíris no Telemóvel
Set assassinou o seu irmão Osíris e usurpou-lhe o seu trono.
Entretanto a esposa de Osíris, Ísis, reconstituiu o corpo da vítima ... e tal.
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2015/03/18
Os empates eleitorais
Os resultados das eleições desta terça-feira, 17 de Março, em Israel, que apontam para 29 deputados do Likud contra 24 da União Sionista, vêm confirmar um fenómeno bastante generalizado nos processos eleitorais, nos países de democracia formal: a tendência para o empate.
Aparentemente, esta tendência para o empate revela que os países tendem a formar duas correntes dominantes de opinião que se equivalem numericamente, o que parece não ter explicação lógica até porque é suposto haver uma maioria desfavorecida em relação de oposição a uma minoria privilegiada.
Mas será que esse problema directamente económico é o que domina as preocupações dos cidadãos? Mais parece que os eleitores colocam acima de tudo os valores da segurança e da estabilidade, o que os torna conservadores. E isso explica o “centrão”, isto é, o domínio do grande espaço político por parte de dois partidos mais ou menos conservadores.
Dois partidos e não um, porquê? Porque os eleitores sentem necessidade de alternância enquanto ilusão de alternativa, que dê justificação ao acto de votar e que dê esperança de melhoria da sua situação, sem riscos. É a lógica do investidor prudente.
Porém, quando a prudência nos deixa para trás na corrida geral, ela deixa de ser vista como um um valor e passa a ser percebida como um estorvo - a "zona de conforto" foi atacada e o homem-prudente evolui para o homem-justo. Estamos no limiar da revolta que sacode o medo e estimula o apoio a partidos mais exigentes, mais consequentes nas suas propostas de mudança. Percebemos finalmente que o nosso descontentamento só está representado nas margens do espectro político.
O sucesso eleitoral do SYRISA, na Grécia, é um caso paradigmático dos efeitos relevantes desta mudança de atitude dos eleitores. Neste caso, as águas que corriam nas margens, foram canalizadas para o centro de decisão. Uma pedrada no charco. Um processo em curso.
Este texto foi revisto em termos formais em 21/Mar.
Aparentemente, esta tendência para o empate revela que os países tendem a formar duas correntes dominantes de opinião que se equivalem numericamente, o que parece não ter explicação lógica até porque é suposto haver uma maioria desfavorecida em relação de oposição a uma minoria privilegiada.
Mas será que esse problema directamente económico é o que domina as preocupações dos cidadãos? Mais parece que os eleitores colocam acima de tudo os valores da segurança e da estabilidade, o que os torna conservadores. E isso explica o “centrão”, isto é, o domínio do grande espaço político por parte de dois partidos mais ou menos conservadores.
Dois partidos e não um, porquê? Porque os eleitores sentem necessidade de alternância enquanto ilusão de alternativa, que dê justificação ao acto de votar e que dê esperança de melhoria da sua situação, sem riscos. É a lógica do investidor prudente.
Porém, quando a prudência nos deixa para trás na corrida geral, ela deixa de ser vista como um um valor e passa a ser percebida como um estorvo - a "zona de conforto" foi atacada e o homem-prudente evolui para o homem-justo. Estamos no limiar da revolta que sacode o medo e estimula o apoio a partidos mais exigentes, mais consequentes nas suas propostas de mudança. Percebemos finalmente que o nosso descontentamento só está representado nas margens do espectro político.
O sucesso eleitoral do SYRISA, na Grécia, é um caso paradigmático dos efeitos relevantes desta mudança de atitude dos eleitores. Neste caso, as águas que corriam nas margens, foram canalizadas para o centro de decisão. Uma pedrada no charco. Um processo em curso.
Este texto foi revisto em termos formais em 21/Mar.
2015/03/12
Israel contra todos
As autoridades israelenses destruíram, nesta terça-feira (10), abrigos financiados pela União Europeia próximos a Jerusalém Oriental, a parte palestiniana ocupada e anexada por Israel - denunciou a UE.
As demolições foram confirmadas pela autoridade israelense responsável pelos bens naturais e parques. Segundo o governo, os abrigos "violavam a lei" por estarem instalados em um parque nacional.
Em nota, a UE condenou "a demolição de abrigos temporários financiados pela União Europeia" e lembrou que pediu "reiteradamente ao governo israelense que ponha fim a esse tipo de demolição". Os fundos europeus contribuíram para a instalação de cerca de 200 refúgios pré-fabricados em aldeias habitadas por beduínos na Cisjordânia, nos arredores de Jerusalém Oriental.
Na semana passada, assistimos à deslocação de Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, aos Estados Unidos da América, e ao seu discurso no respectivo Congresso, salientando a sua oposição à forma como... os EUA! estão a gerir as suas relações com o Irão em matéria de combate ao terrorismo.
A comunidade internacional opõe-se à construção de colonatos judeus na Palestina e considera-os como um obstáculo a um acordo de paz entre israelitas e palestinianos, mas o número de construção de novas casas nos colonatos judeus na Cisjordânia aumentou 40 por cento no ano passado. Em 2014 começaram a ser construídas 3.100 unidades residenciais e abertos concursos para mais 4.485 na parte ocupada da Cisjordânia e no leste de Jerusalém.
Netanyahu, cuja formação em arquitectura tornou um construtor obsessivo na propriedade alheia, vai a eleições no próximo dia 13 de Março...
Se o Deus de Israel assim quiser, e os israelitas também ajudarem, Netanyahu será destronado. Oremos!
As demolições foram confirmadas pela autoridade israelense responsável pelos bens naturais e parques. Segundo o governo, os abrigos "violavam a lei" por estarem instalados em um parque nacional.
Em nota, a UE condenou "a demolição de abrigos temporários financiados pela União Europeia" e lembrou que pediu "reiteradamente ao governo israelense que ponha fim a esse tipo de demolição". Os fundos europeus contribuíram para a instalação de cerca de 200 refúgios pré-fabricados em aldeias habitadas por beduínos na Cisjordânia, nos arredores de Jerusalém Oriental.
Na semana passada, assistimos à deslocação de Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, aos Estados Unidos da América, e ao seu discurso no respectivo Congresso, salientando a sua oposição à forma como... os EUA! estão a gerir as suas relações com o Irão em matéria de combate ao terrorismo.
A comunidade internacional opõe-se à construção de colonatos judeus na Palestina e considera-os como um obstáculo a um acordo de paz entre israelitas e palestinianos, mas o número de construção de novas casas nos colonatos judeus na Cisjordânia aumentou 40 por cento no ano passado. Em 2014 começaram a ser construídas 3.100 unidades residenciais e abertos concursos para mais 4.485 na parte ocupada da Cisjordânia e no leste de Jerusalém.
Netanyahu, cuja formação em arquitectura tornou um construtor obsessivo na propriedade alheia, vai a eleições no próximo dia 13 de Março...
Se o Deus de Israel assim quiser, e os israelitas também ajudarem, Netanyahu será destronado. Oremos!
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2015/01/12
Ser ou não ser Charlie
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2014/08/03
A guerra da Informação sobre Gaza
Hora e meia após o início do cessar-fogo, Israel fez bombardeamentos na área de Rafah que causaram a morte de mais de 60 pessoas e ferimentos em centenas. Quanto ao ataque palestiniano, terá causado dois militares mortos segundo o próprio porta-voz de Israel.
Considerando o espaço temporal entre o rompimento de um e a resposta do outro, a ser assim, e considerando os efeitos provocados por cada um dos ataques, ficamos na dúvida se é Gaza ou “gansa” o que faz falar as autoridades de Israel e os seus porta-vozes entre políticos e jornalistas.
As atrocidades provocadas por Israel foram de tal modo explosivas que o próprio presidente norte-americano se sentiu obrigado a reprová-las ainda que num fraseado ambíguo.
Mas ainda não arrefeciam os corpos das dezenas de mortos, ainda não tinham sido assistidas as centenas de feridos, ainda agonizavam homens, mulheres e crianças atingidos pelos ataques israelitas, e já Netanyahu, essa fonte “insuspeita”, fornecia a Obama e este às agências de notícias e estas aos jornais de todo o mundo, que «o Hamas foi o primeiro a romper as tréguas acordadas».
Servil e irracional, a comunidade jornalística, lambendo o sangue que escorria das mãos do primeiro-ministro de Israel, subscreveu a sua versão remendada.
O número dois do Hamas, disse que “qualquer operação que o Hamas tenha feito ocorreu antes do início do cessar-fogo”? Esquece! O papel da comunidade informativa “ocidental” é o de contar a versão “ocidental”. Missão cumprida.
Última hora:
A ONU revelou que já morreram neste conflito cerca de 300 crianças palestinianas. E eu, sabe-se lá porque sentimento pueril, não tenho coragem de inserir aqui a imagem de uma “só” que seja.
Foto inicial recolhida em aljazeera.com
Considerando o espaço temporal entre o rompimento de um e a resposta do outro, a ser assim, e considerando os efeitos provocados por cada um dos ataques, ficamos na dúvida se é Gaza ou “gansa” o que faz falar as autoridades de Israel e os seus porta-vozes entre políticos e jornalistas.
As atrocidades provocadas por Israel foram de tal modo explosivas que o próprio presidente norte-americano se sentiu obrigado a reprová-las ainda que num fraseado ambíguo.
Mas ainda não arrefeciam os corpos das dezenas de mortos, ainda não tinham sido assistidas as centenas de feridos, ainda agonizavam homens, mulheres e crianças atingidos pelos ataques israelitas, e já Netanyahu, essa fonte “insuspeita”, fornecia a Obama e este às agências de notícias e estas aos jornais de todo o mundo, que «o Hamas foi o primeiro a romper as tréguas acordadas».
Servil e irracional, a comunidade jornalística, lambendo o sangue que escorria das mãos do primeiro-ministro de Israel, subscreveu a sua versão remendada.
O número dois do Hamas, disse que “qualquer operação que o Hamas tenha feito ocorreu antes do início do cessar-fogo”? Esquece! O papel da comunidade informativa “ocidental” é o de contar a versão “ocidental”. Missão cumprida.
Última hora:
A ONU revelou que já morreram neste conflito cerca de 300 crianças palestinianas. E eu, sabe-se lá porque sentimento pueril, não tenho coragem de inserir aqui a imagem de uma “só” que seja.
Foto inicial recolhida em aljazeera.com
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2014/03/26
Diplomatas israelitas continuam em Greve
Enquanto o Primeiro-Ministro israelita, Netanyahu, se vê obrigado a cancelar as suas deslocações pelo mundo, estando ameaçada até a visita do Papa Francisco a Israel, planeada para Maio, a gente por cá nem sabe disso nem sabe porquê nem sabe há quanto tempo. Porque será? Por falta de fontes próximas é que não é.
«Em Israel, face à recusa do Ministério das Finanças em resolver as disputas laborais do Ministério dos Negócios Estrangeiros, os diplomatas Israelitas viram-se forçados a retomar a greve. Pode parecer incomum que o serviço diplomático de um país se envolva numa disputa laboral mas é também pelo nosso profundo compromisso em representar os interesses de Israel no estrangeiro nos muitos desafios que tal envolve, em salvaguardar a posição internacional e a segurança nacional de Israel que nós, os diplomatas Israelitas, insistimos que as nossas exigências, para mais razoáveis, devam ser consideradas.
«Em Israel, face à recusa do Ministério das Finanças em resolver as disputas laborais do Ministério dos Negócios Estrangeiros, os diplomatas Israelitas viram-se forçados a retomar a greve. Pode parecer incomum que o serviço diplomático de um país se envolva numa disputa laboral mas é também pelo nosso profundo compromisso em representar os interesses de Israel no estrangeiro nos muitos desafios que tal envolve, em salvaguardar a posição internacional e a segurança nacional de Israel que nós, os diplomatas Israelitas, insistimos que as nossas exigências, para mais razoáveis, devam ser consideradas.
2013/09/02
Síria em contra-ponto
O programa incendiário dos Estados Unidos da América e Israel, para o Médio Oriente, vai cumprindo o seu calendário, ateando os fogos previstos pela forma
prevista. Primeiro, semeando o descontentamento interno e incentivando as revoltas,
depois manipulando a opinião pública mundial.
Criadas as condições subjectivas, o ódio contra “o inimigo”, desencadeiam-se os fogos violentos e acentuam-se as acusações convenientes enquanto se alimentam as fogueiras. Já só falta um pretexto “legal” para intervir assumidamente desde o exterior – e aqui, à falta de melhor, recorre-se a estafados argumentos sobre uso de armas proibidas cuja comprovação, de resto, virá ou não virá, tanto faz, depois da decisão de atacar. Obama diz que mata, a NATO diz que esfola, Putin diz que não há razões suficientes, a ONU ainda não tem provas...
Entretanto, para que ninguém diga mais tarde que não sabia de nada, AQUI fica uma entrevista que só vi na Ewronews – apesar da sua grelha editorial de direita.
Criadas as condições subjectivas, o ódio contra “o inimigo”, desencadeiam-se os fogos violentos e acentuam-se as acusações convenientes enquanto se alimentam as fogueiras. Já só falta um pretexto “legal” para intervir assumidamente desde o exterior – e aqui, à falta de melhor, recorre-se a estafados argumentos sobre uso de armas proibidas cuja comprovação, de resto, virá ou não virá, tanto faz, depois da decisão de atacar. Obama diz que mata, a NATO diz que esfola, Putin diz que não há razões suficientes, a ONU ainda não tem provas...
Entretanto, para que ninguém diga mais tarde que não sabia de nada, AQUI fica uma entrevista que só vi na Ewronews – apesar da sua grelha editorial de direita.
2012/03/07
Os fantasmas de Israel
No passado dia 5 de Março, o primeiro-ministro israelita, Binyamin Netanyahu encenou com Barack Obama um drama de mau gosto. Foi no teatro da Casa Branca.
A peça era para se chamar “Os fantasmas de Israel”, mas para evitar conotações com o holocausto da segunda guerra mundial que foi demasiado real, resolveram chamar-lhe “Agarra-me! Se não, eu mato-o”.
Em cena, além das duas personagens já mencionadas, um gasoduto – e lá voltam as conotações indesejadas – que aqui nos remetem para o tubo que abastece de gás, Israel e a Jordânia, e que tem sofrido muitos ataques por egípcios, alegadamente.
Alegadamente é palavra que Netanyahu dispensa quando desenvolve a intriga sobre a criação de armas nucleares no Irão. Na sua ingenuidade, Barack Obama, presidente dos Estados Unidos por engano, concorda amavelmente com o colega israelita, alegando que o Irão, se quer ter armas atómicas, pode comprar… a Israel, daquelas que este não conseguiu vender à África do Sul no tempo do apartheid - lembram-se? Os Estados Unidos também as tem à vista… desarmada, mas não há que tratar de forma igual o que é desigual e tal.
Pois é isso mesmo – confirmou Netanyahu. – A diferença é que nós somos países confiáveis e eles não.
Em todo o caso – retorquiu o presidente americano – os EEUU não estão interessados em desencadear agora um ataque ao Irão…
Que não tinha importância – anuiu o outro. – Desde que os EEUU continuem a subsidiar-nos anualmente com os biliões do costume, a gente trata de tudo. Afinal Israel deve assumir as suas decisões independentemente das posições dos outros estados.
Aqui, Obama tem uma representação brilhante quando engole em sêco. Nem Putin a chorar com a aclamação eleitoral. O público explode em aplausos e o espectáculo termina. Ouvem-se brados: Yahu, yahu...! Netanyahu vem à boca de cena agradecer.
NOTA:
Qualquer semelhança com a realidade, é pura coincidência.
A peça era para se chamar “Os fantasmas de Israel”, mas para evitar conotações com o holocausto da segunda guerra mundial que foi demasiado real, resolveram chamar-lhe “Agarra-me! Se não, eu mato-o”.
Em cena, além das duas personagens já mencionadas, um gasoduto – e lá voltam as conotações indesejadas – que aqui nos remetem para o tubo que abastece de gás, Israel e a Jordânia, e que tem sofrido muitos ataques por egípcios, alegadamente.
Alegadamente é palavra que Netanyahu dispensa quando desenvolve a intriga sobre a criação de armas nucleares no Irão. Na sua ingenuidade, Barack Obama, presidente dos Estados Unidos por engano, concorda amavelmente com o colega israelita, alegando que o Irão, se quer ter armas atómicas, pode comprar… a Israel, daquelas que este não conseguiu vender à África do Sul no tempo do apartheid - lembram-se? Os Estados Unidos também as tem à vista… desarmada, mas não há que tratar de forma igual o que é desigual e tal.
Pois é isso mesmo – confirmou Netanyahu. – A diferença é que nós somos países confiáveis e eles não.
Em todo o caso – retorquiu o presidente americano – os EEUU não estão interessados em desencadear agora um ataque ao Irão…
Que não tinha importância – anuiu o outro. – Desde que os EEUU continuem a subsidiar-nos anualmente com os biliões do costume, a gente trata de tudo. Afinal Israel deve assumir as suas decisões independentemente das posições dos outros estados.
Aqui, Obama tem uma representação brilhante quando engole em sêco. Nem Putin a chorar com a aclamação eleitoral. O público explode em aplausos e o espectáculo termina. Ouvem-se brados: Yahu, yahu...! Netanyahu vem à boca de cena agradecer.
NOTA:
Qualquer semelhança com a realidade, é pura coincidência.
2011/12/19
Paradoxos cristãos
Somos muito pequenos diante da Alemanha? E daí? Em tempo de celebrar o nascimento de Jesus Cristo, vale a pena aprender, com a sua história, como isso do tamanho é uma desculpa para quem não tem coragem ou vontade. Está tudo na Bíblia.
Jesus é apresentado como descendente do rei David. Ora este é o tal que derrotou Golias apesar da grande desvantagem física do primeiro. Esclarecida esta relação entre a coragem e a resignação, vamos aos pormenores.
Um gigante chamado Golias desafiou o exército israelita a enviar um homem para enfrentá-lo. Os israelitas tiveram medo do gigante. David, indignando-se da vergonha que Golias trazia a Deus e a todo exército de Israel com suas palavras, decidiu enfrentá-lo, munido apenas de uma funda e algumas pedras. Logo no começo da batalha, David acertou na testa de Golias, com uma pedrada. Golias caiu e David arrancou-lhe a cabeça com sua própria espada.
Após esta vitória, David foi bem sucedido em todas as suas missões e ganhou fama entre o povo. Saul, o primeiro rei daquele povo unificado, passou a invejá-lo e temeu que o poder lhe escapasse a favor de David. Mas quando Samuel foi secretamente ungir o novo rei para Israel, foi David que ele escolheu apesar deste ser o mais novo de sete irmãos. Assim, e sempre “por vontade de Deus”, David sucede a Saul. (De tudo isto falam os livros de Samuel).
David conquistou Jerusalém, que transformou em capital do Reino Unido de Israel, de acordo com a Bíblia hebraica. No judaísmo, David, é o Rei de Israel e do povo judaico.
Depois de muitas gerações de homens com nome, e mulheres desconhecidas, anuncia-se o nascimento de Jesus. O anúncio é feito por um anjo. Mais tarde, com a criação dos Correios, Telégrafos e Telefones, mas sobretudo com a internet, os anjos deixaram de ser necessários, razão pela qual nunca mais houve notícia de aparições semelhantes.
Acho que a Virgem "ficou para a vida", espantada mesmo, respondendo ao S. Gabriel que ela nunca tivera relações com homem, que S. José era apenas namorado. Que isso não tinha importância, foi o que o anjo lhe respondeu, e que acreditasse no milagre de Deus. De tanto insistir o anjo, resignou-se a Senhora com estas palavras textuais: “Eis aqui a serva do Senhor: faça-se em mim segundo a tua palavra”.
Naquele tempo... uma mulher que engravidasse de homem com quem não fosse casada, seria condenada à morte. Seria esse o destino de Maria, noiva mas não casada com José, se as autoridades duvidassem da versão da rapariga ou se isso não estorvasse a narrativa cristã. Esteve bem, portanto, a Virgem - por assim dizer.
Diga-se de passagem que também José, o noivo de Maria, foi visitado em sonho, por um anjo, para o acalmar com estas palavras: “José, filho de David, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo". Qualquer de nós, se sonhasse com um anjo a dizer que não nos importassemos com a gravidez suspeita da nossa namorada, virava-se para o outro lado e continuava a dormir descansado. Assim terá feito José.
O que interessa é que a descendência do rei David, onde se insere de forma pouco clara o nascimento de Jesus, era a dinastia mais famosa de Israel, e o povo sonhava com aqueles tempos em que o rei David impunha respeito, tempos em que o seu país era uma nação temida e respeitada pelas demais, e não insultada e humilhada como seria a Grécia e Portugal dois mil e onze anos se passassem - isto não diz a Bíblia, digo eu.
Assim se compreende a necessidade de um descendente que tivesse a missão de libertar o povo massacrado e infeliz de Israel. E assim surgiu o Salvador, "Jesus Nazareno Rei dos Judeus" como seria designado por estes. Assim se explica a visita dos reis vizinhos, os "reis magos".
Incenso, mirra e ouro não é prenda que se dê a um menino pobre, não é o mesmo que dar uns carapins, umas fraldas, uma camisolinha. Logo por aqui se via, também, que se tratava de um grande líder para a região e só instrumentalmente para a religião.
Incoerência
O Novo Testamento qualifica Jesus como descendente de David e é nisto que acredita o Judaísmo Ortodoxo. Mas alguns detectam nesta história uma incoerência: se Jesus era filho de Maria e do Espírito Santo e nenhum dos dois era descendente de David, como podia sê-lo Jesus? ”. No meio de tantas outras incoerências, contradições e paradoxos a que os "escritos sagrados" nos habituaram, a coisa até passa despercebida. Mas é notório que o Salvador desiludiu os desígnios dos reis magos.
“Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacob, e o seu reino não terá fim”- diz o livro dos cristãos. Outra coisa seria dizer "o seu rei não terá fim". É a diferença entre um discurso político que se refere ao futuro de Israel, e um discurso religioso em sentido restrito. Falar de jacob remete novamente para o mito da vitória do mais fraco sobre o mais forte, mas o que nos interessa é chegar a Passos Coelho!
A questão política do reinado, portanto, é obsessiva na missão de Jesus. O que parece é que Ele não aceitou essa missão e se confinou às questões religiosas, deixando “a César o que é de César”, o que não lhe valeu de muito.
De resto, a sua Igreja fez e faz questão de se entender com César ao longo da História. Pena é que a Senhora de Fátima não gere um Salvador para Portugal, um David que se bata contra os vendilhões da Pátria.
Jesus é apresentado como descendente do rei David. Ora este é o tal que derrotou Golias apesar da grande desvantagem física do primeiro. Esclarecida esta relação entre a coragem e a resignação, vamos aos pormenores.
Um gigante chamado Golias desafiou o exército israelita a enviar um homem para enfrentá-lo. Os israelitas tiveram medo do gigante. David, indignando-se da vergonha que Golias trazia a Deus e a todo exército de Israel com suas palavras, decidiu enfrentá-lo, munido apenas de uma funda e algumas pedras. Logo no começo da batalha, David acertou na testa de Golias, com uma pedrada. Golias caiu e David arrancou-lhe a cabeça com sua própria espada.
Após esta vitória, David foi bem sucedido em todas as suas missões e ganhou fama entre o povo. Saul, o primeiro rei daquele povo unificado, passou a invejá-lo e temeu que o poder lhe escapasse a favor de David. Mas quando Samuel foi secretamente ungir o novo rei para Israel, foi David que ele escolheu apesar deste ser o mais novo de sete irmãos. Assim, e sempre “por vontade de Deus”, David sucede a Saul. (De tudo isto falam os livros de Samuel).
David conquistou Jerusalém, que transformou em capital do Reino Unido de Israel, de acordo com a Bíblia hebraica. No judaísmo, David, é o Rei de Israel e do povo judaico.
Depois de muitas gerações de homens com nome, e mulheres desconhecidas, anuncia-se o nascimento de Jesus. O anúncio é feito por um anjo. Mais tarde, com a criação dos Correios, Telégrafos e Telefones, mas sobretudo com a internet, os anjos deixaram de ser necessários, razão pela qual nunca mais houve notícia de aparições semelhantes.
Acho que a Virgem "ficou para a vida", espantada mesmo, respondendo ao S. Gabriel que ela nunca tivera relações com homem, que S. José era apenas namorado. Que isso não tinha importância, foi o que o anjo lhe respondeu, e que acreditasse no milagre de Deus. De tanto insistir o anjo, resignou-se a Senhora com estas palavras textuais: “Eis aqui a serva do Senhor: faça-se em mim segundo a tua palavra”.
Naquele tempo... uma mulher que engravidasse de homem com quem não fosse casada, seria condenada à morte. Seria esse o destino de Maria, noiva mas não casada com José, se as autoridades duvidassem da versão da rapariga ou se isso não estorvasse a narrativa cristã. Esteve bem, portanto, a Virgem - por assim dizer.
Diga-se de passagem que também José, o noivo de Maria, foi visitado em sonho, por um anjo, para o acalmar com estas palavras: “José, filho de David, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo". Qualquer de nós, se sonhasse com um anjo a dizer que não nos importassemos com a gravidez suspeita da nossa namorada, virava-se para o outro lado e continuava a dormir descansado. Assim terá feito José.
O que interessa é que a descendência do rei David, onde se insere de forma pouco clara o nascimento de Jesus, era a dinastia mais famosa de Israel, e o povo sonhava com aqueles tempos em que o rei David impunha respeito, tempos em que o seu país era uma nação temida e respeitada pelas demais, e não insultada e humilhada como seria a Grécia e Portugal dois mil e onze anos se passassem - isto não diz a Bíblia, digo eu.
Assim se compreende a necessidade de um descendente que tivesse a missão de libertar o povo massacrado e infeliz de Israel. E assim surgiu o Salvador, "Jesus Nazareno Rei dos Judeus" como seria designado por estes. Assim se explica a visita dos reis vizinhos, os "reis magos".
Incenso, mirra e ouro não é prenda que se dê a um menino pobre, não é o mesmo que dar uns carapins, umas fraldas, uma camisolinha. Logo por aqui se via, também, que se tratava de um grande líder para a região e só instrumentalmente para a religião.
Incoerência
O Novo Testamento qualifica Jesus como descendente de David e é nisto que acredita o Judaísmo Ortodoxo. Mas alguns detectam nesta história uma incoerência: se Jesus era filho de Maria e do Espírito Santo e nenhum dos dois era descendente de David, como podia sê-lo Jesus? ”. No meio de tantas outras incoerências, contradições e paradoxos a que os "escritos sagrados" nos habituaram, a coisa até passa despercebida. Mas é notório que o Salvador desiludiu os desígnios dos reis magos.
“Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacob, e o seu reino não terá fim”- diz o livro dos cristãos. Outra coisa seria dizer "o seu rei não terá fim". É a diferença entre um discurso político que se refere ao futuro de Israel, e um discurso religioso em sentido restrito. Falar de jacob remete novamente para o mito da vitória do mais fraco sobre o mais forte, mas o que nos interessa é chegar a Passos Coelho!
A questão política do reinado, portanto, é obsessiva na missão de Jesus. O que parece é que Ele não aceitou essa missão e se confinou às questões religiosas, deixando “a César o que é de César”, o que não lhe valeu de muito.
De resto, a sua Igreja fez e faz questão de se entender com César ao longo da História. Pena é que a Senhora de Fátima não gere um Salvador para Portugal, um David que se bata contra os vendilhões da Pátria.
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