( texto rectificado )
A foto acima documenta a forma como alguns trabalhadores da "Radiotelevision Valenciana" (RTVV) reagiram contra o presidente da "Generalidad Valenciana" (representante ordinario do Estado Espanhol na "Comunidad Valenciana"), na sequência do encerramento daquela estação pública.
Isto fez-me lembrar a maior greve que ocorreu na RTP, creio que em 1980.
Lá onde os jornalistas fazem sempre a sua "luta" à parte, beneficiando da sua influência política, até estes aderiram. A emissão manteve-se no ar - com alterações - apenas porque meia dúzia de pessoas são o suficiente para fazê-lo durante poucos dias com materiais gravados, e alguns quadros de chefia não se importaram de sujar temporariamente as mãos nas máquinas...
Era presidente da administração, Proença de Carvalho que, ao sair de carro pela garagem, foi surpreendido por um grupo de trabalhadores que o aplaudia. Fez parar a viatura e saiu para agradecer. Foi então vaiado com uma assobiadela geral e recolheu imediatamente à viatura que logo se afastou. Quem não sabia assobiar, como eu, gritou... qualquer coisa.
Tudo acabou assim, sem um murro no carro, uma riscadela, um vidro partido - assobios apenas. À portuguesa! - dir-se-há. Mas devemos reconhecer que a gravidade não é a mesma.
Talvez seja o nível de gravidade das acções, acima de tudo, que provoca o grau das reacções. Pelo menos na Física é assim. Talvez haja mesmo alguém encarregado de medir a resistência "da corda" a cada momento. Creio que sim. Até que rebente, só podemos dizer que ela está tensa. Depois, todos dirão: eu avisei!...
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2013/12/04
2011/11/18
Televisões públicas e vícios privados
Muitas vezes me deparei com a dificuldade de pesquisa, sobretudo na produção de documentários, devida à insuficiência de registos e ao tempo de processamento do material pesquisado, visto que o filme antigo precisa de um tratamento prévio de limpeza em laboratório, antes de ser transcrito para vídeo.
Mesa de montagem de filme e áudio (moviola)
Muitos anos depois da Televisão abandonar definitivamente o suporte “filme” nos registos de imagem (acompanhado do registo magnético autónomo do som em “klang”), os serviços de arquivo da RTP continuavam a debater-se com a dificuldade de transcrever todo aquele material para vídeo a fim de ser utilizado pelos novos meios tecnológicos.
Claro que não é impossível proceder a essa conversão, e disponibilização pública, “tal como” fazem as bibliotecas que disponibilizam jornais antigos microfilmados, mas os custos em pessoal, laboratório e suportes, envolvidos nessa tarefa, foram avaliados? E quem os suportaria?
E em relação ao material arquivado que teve já a produção original em vídeo e não em filme, o que imaginam eles que permanece registado? Lembro-me de material importante das cassetes vídeo - já nem falo dos registos em bobines -, que era apagado num abrir e fechar de olhos para gravar uma treta qualquer porque não havia cassetes novas nem orçamento para comprá-las! Lembro-me também do que alguns de nós sofríamos com o apagamento definitivo desses registos de que sabiamos os custos envolvidos na sua produção ou o seu valor histórico. Mas a reutilização das cassetes vídeo era e ainda continua a ser em grande parte, imposta por razões económicas.
Desenganem-se pois acerca da recuperação de grande parte do material exibido, os comissários nomeados pelo Governo para definir o conceito de serviço público de comunicação social. E não se iludam com a viabilidade de passar a convertê-lo genericamente para suporte informático e publicado na internet.
Eu sei que não se iludem; querem iludir-nos, isso sim, para esconder a sua estratégia de destruição dessa outra “gordura do Estado” que é a Televisão Pública, a bem dos interesses pessoais e políticos dos seus próximos. Mas isso não é Televisão, é a sua visão! É o seu vício.
Parece que alguns tomaram a decisão elegante... de se demitir da “sábia” comissão. É que há gente que tem vergonha.
Mesa de montagem de filme e áudio (moviola)
Muitos anos depois da Televisão abandonar definitivamente o suporte “filme” nos registos de imagem (acompanhado do registo magnético autónomo do som em “klang”), os serviços de arquivo da RTP continuavam a debater-se com a dificuldade de transcrever todo aquele material para vídeo a fim de ser utilizado pelos novos meios tecnológicos.
Claro que não é impossível proceder a essa conversão, e disponibilização pública, “tal como” fazem as bibliotecas que disponibilizam jornais antigos microfilmados, mas os custos em pessoal, laboratório e suportes, envolvidos nessa tarefa, foram avaliados? E quem os suportaria?
E em relação ao material arquivado que teve já a produção original em vídeo e não em filme, o que imaginam eles que permanece registado? Lembro-me de material importante das cassetes vídeo - já nem falo dos registos em bobines -, que era apagado num abrir e fechar de olhos para gravar uma treta qualquer porque não havia cassetes novas nem orçamento para comprá-las! Lembro-me também do que alguns de nós sofríamos com o apagamento definitivo desses registos de que sabiamos os custos envolvidos na sua produção ou o seu valor histórico. Mas a reutilização das cassetes vídeo era e ainda continua a ser em grande parte, imposta por razões económicas.
Desenganem-se pois acerca da recuperação de grande parte do material exibido, os comissários nomeados pelo Governo para definir o conceito de serviço público de comunicação social. E não se iludam com a viabilidade de passar a convertê-lo genericamente para suporte informático e publicado na internet.
Eu sei que não se iludem; querem iludir-nos, isso sim, para esconder a sua estratégia de destruição dessa outra “gordura do Estado” que é a Televisão Pública, a bem dos interesses pessoais e políticos dos seus próximos. Mas isso não é Televisão, é a sua visão! É o seu vício.
Parece que alguns tomaram a decisão elegante... de se demitir da “sábia” comissão. É que há gente que tem vergonha.
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