Antes e depois... de Spínola

O país adoptou um orçamento "de rigor", com aumento dos impostos, diminuição das ajudas governamentais, supressão do 13.º mês de salário e cortes nas reformas. Uma política que os eleitores condenaram nas eleições deste domingo, ao votar na direita.


Ainda não é cá; é na Hungria.

Por cá... é só esperar pelas "outras" políticas da direita que espera a sua vez. Passos Coelho já vai prevenindo: «Precisamos de ser mais exigentes relativamente a todos os que recebem subsídios, rendimentos sociais de inserção e outros complementos». Ao mesmo tempo e para os mesmos efeitos, promove a subversão da Constituição. Entretanto, gestores de grandes empresas, cúmplices desta políticas, roubam escandalosamente o produto do trabalho dos portugueses, em forma de remunerações auto-atribuidas, "prémios" e "bónus".

A quantos perguntavam como é que a minha geração e a anterior suportaram tantos anos a repressão do velho Estado Novo, eu respondo com a incapacidade que a geração actual tem para mudar a situação escandalosa a que chegámos, apesar da democracia política de que goza.

A quantos perguntarem o que tem isto a ver com a citação de Spínola no título, eu respondo: o fundador do ELP, organização clandestina para derrubar o regime criado em Abril de 74, acaba de ser homenageado com o nome numa avenida de Lisboa. É mais um escândalo!


Bem vistas as coisas, tudo isto acaba por "encaixar" na lógica capitalista como no cubo húngaro de Rubik.

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