Cristina brilha na Argentina

Este texto recolhe, com adaptações, um artigo de ANSA
"Hoje temos um país que teve o maior período de crescimento nos seus 200 anos de história. Gerámos mais de cinco milhões de postos de trabalho e voltaram a existir as convenções colectivas de trabalho", disse Cristina Kirchner, hoje 2011-Dez-10, ao tomar posse para o seu segundo mandato como presidenta da Argentina.

Segundo ela, o país “deu um salto fenomenal” desde que seu ex-marido (Nestor Kirchner) assumiu a Presidência, em 2003. Falou ainda do crescimento dos postos de trabalho, da ampliação da indústria nacional, entre outros índices.

De notar que «a Argentina fez uma moratória da sua dívida internacional, em 2001, e a ligação do peso argentino com o dólar foi rescindida, causando uma maior depreciação do peso e um aumento da inflacção.

O país teve que lidar com uma crise financeira e sócio-económica, com uma taxa de desemprego de 25% no fim de 2002 e com o menor salário real em sessenta anos. A crise acentuou a desconfiança do povo nos políticos e nas instituições. Depois de um ano abalado por protestos, a economia começou a estabilizar-se no final de 2002, e as restrições sobre os levantamentos bancários foram suspensas em Dezembro desse ano.

Beneficiando-se de uma taxa de câmbio desvalorizada, o Governo implementou novas políticas com base em re-industrialização e substituição de importações, e as exportações aumentaram e começaram a ter consistentes saldos comerciais e fiscais positivos.

O então governador Néstor Kirchner, um peronista social democrata, foi eleito em Maio de 2003. Durante a sua presidência, a Argentina reestruturou sua dívida com um grande desconto (66%) na maioria dos títulos, pagou as dívidas com o Fundo Monetário Internacional, renegociou contratos com concessionárias e nacionalizou algumas empresas anteriormente privatizadas. Nestor Kirchner e seus economistas, também prosseguiram com uma política de rendimentos e vigoroso investimento em obras públicas.

Argentina desde então tem se aproveitado de um crescimento econômico, mas com inflação alta.

A crise financeira global, desde então, fez com que Cristina Kirchner intensificasse a política de seu marido de intervenção do Estado em setores conturbados da economia. A pausa no crescimento económico e erros políticos ajudaram a levar o "kirchnerismo" e seus aliados a perderem a maioria absoluta no Congresso, após as eleições de 2009.

No passado dia 23 de Outubro, Cristina Kirchner foi reeleita à primeira volta, com 54,11% dos votos.

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