Os nossos príncipes perfeitos

A Oposição política de Portugal reconheceu que o primeiro-ministro Passos Coelho tinha razão quando disse que não era perfeito. “O Principe Perfeito” é um cognome que já estava atribuído a D. João II desde os tempos das descobertas e de outras bancas-rotas.

Mais afeiçoado ao Tratado de Lisboa do que ao Tratado de Tordesilhas, salvo no que respeita aos entendimentos com Espanha, a crueldade do rei que apunhalou pelas suas próprias mãos o seu primo, poderia servir como metáfora, talvez, mas não é da mesma natureza da crueldade do primeiro-ministro que sacrificou o seu povo depois de lhe prometer “mundos e fundos”.

Para merecer o título de Príncipe, resta a Passos Coelho reclamar-se discípulo de Maquiavel, autor da obra com esse mesmo nome, o que, decerto, ninguém contestará. Mas ainda assim não lhe caberia outro cognome político que não fosse o de Príncipe Mais Que Imperfeito.

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