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2012/03/17
2012/03/16
Da crise de 73 e do resto
A guerra Israelo-Árabe de 1973 que opôs a Síria contra Israel e respectivos aliados, nomeadamente a União Soviética, de um lado, e os EEUU, do outro, levou ao embargo do fornecimento de petróleo aos países ocidentais, por parte dos países árabes membros da OPEC*
Isto fez com que, no Ocidente, os preços do petróleo subissem para o quádruplo, criando custos insuportáveis para a produção e para o consumo, logo, a quebra abrupta do investimento e do emprego, acompanhados de inflação. Mas também fez com que os países produtores de petróleo aumentassem de forma extraordinária os seus rendimentos.
Se os efeitos desta crise começaram a deixar de se fazer sentir a partir de 1983, o que há a reter é que o desemprego, esse, continuou elevado por mais alguns anos. E se os países produtores de petróleo enriqueceram muito naquele período, isso nem sempre beneficiou a respectiva população mas sim a sua classe dirigente. Isto é, tanto a crise como a sua superação podem ser vistas como oportunidades, sim, mas não para todos, é para a minoria que detém o poder.
Há qualquer coisa de fatalista nesta lição da História, mas que pode ser vista de outra maneira: as classes exploradas só ganham as crises económicas quando ganham o poder político e não quando ajudam os outros a mantê-lo! Estas são as suas oportunidades.
Falar sobre as formas como estes ganham poder – se não o poder – já seria ocioso para um universo de leitores com acesso à Informação e à intervenção cívica. A questão é saber se merecemos esses acessos quando vemos, na tal Síria, como lutam por ele, morrem por ele, tantos sírios.
*OPEC: Organization of Arab Petroleum Exporting Countries. À época, faziam parte o Irão, Iraque, Kuwait, Arabia Saudita e Venezuela, fundadores, e ainda o Qatar, Indonésia, Líbia, Emirados Árabes Unidos, Argélia, Nigéria e Equador.
Isto fez com que, no Ocidente, os preços do petróleo subissem para o quádruplo, criando custos insuportáveis para a produção e para o consumo, logo, a quebra abrupta do investimento e do emprego, acompanhados de inflação. Mas também fez com que os países produtores de petróleo aumentassem de forma extraordinária os seus rendimentos.
Se os efeitos desta crise começaram a deixar de se fazer sentir a partir de 1983, o que há a reter é que o desemprego, esse, continuou elevado por mais alguns anos. E se os países produtores de petróleo enriqueceram muito naquele período, isso nem sempre beneficiou a respectiva população mas sim a sua classe dirigente. Isto é, tanto a crise como a sua superação podem ser vistas como oportunidades, sim, mas não para todos, é para a minoria que detém o poder.
Há qualquer coisa de fatalista nesta lição da História, mas que pode ser vista de outra maneira: as classes exploradas só ganham as crises económicas quando ganham o poder político e não quando ajudam os outros a mantê-lo! Estas são as suas oportunidades.
Falar sobre as formas como estes ganham poder – se não o poder – já seria ocioso para um universo de leitores com acesso à Informação e à intervenção cívica. A questão é saber se merecemos esses acessos quando vemos, na tal Síria, como lutam por ele, morrem por ele, tantos sírios.
*OPEC: Organization of Arab Petroleum Exporting Countries. À época, faziam parte o Irão, Iraque, Kuwait, Arabia Saudita e Venezuela, fundadores, e ainda o Qatar, Indonésia, Líbia, Emirados Árabes Unidos, Argélia, Nigéria e Equador.
2008/03/18
Prós e prós...
A propósito do programa "Prós e Contras" de 17/3 que parece ter sido encomendado para tentar restabelecer a confiança dos portugueses... no Governo ( tal é a bronca ) cito um parágrafo de uma reflexão por mim editada em http://www.manifestomarxista.blogspot.com/
«... A conflitualidade de interesses, porém, e para contrariedade dos capitalistas, provoca a conflitualidade social, as manifestações, as greves, as acções violentas se as outras não resultam.
Até um certo ponto, os diques podem reprimir a torrente do descontentamento, mas quando estas irromperem, mais cedo ou mais tarde, nem elas próprias saberão conter-se.

Tal como na Física, também na Sociedade há uma só forma de evitar o movimento – é criar o equlíbrio ! »
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