05/07/2009

Pacto de silêncio "democrático"

Um pacto de silêncio e cumplicidade entre as forças da direita política mais retrógrada, em todo o mundo, a Igreja e os grandes meios de “Comunicação Social” (leia-se difusão), sai inequivocamente denunciado do actual conflito na Honduras. As forças que mataram Salvador Allende já cheiram o sangue de novas vítimas – em nome de Deus, do Lucro e dos privilégios de classe. Vestem fatos caros e batina, mas debaixo das botas de verniz escondem aguçadas e letais pontas de ferro. Sempre que as democracias investem contra os seus privilégios ou ameaçam simplesmente, espumam como bestas – são bestas!

Felismente há
EL PAIS e, apesar de tudo!, telesur e cubavision… Da autoridade moral do governo cubano para reclamar o funcionamento da democracia formal e as liberdades de informação noutros países, é outro dossier...

Do lado dos golpistas nas Honduras, alinha-se um argumentário que também não deve ser silenciado mas que sob o manto diáfano da legalidade constitucional, esconde mal o sofisma com que pretende justificar-se. É que a proibição constitucional se reporta ao plebiscito mas nenhuma norma constitucional, em parte alguma do mundo, pode proibir a revisão da própria Constituição - e era no sentido de auscultar o sentimento popular em relação a uma eventual revisão da Constituição que o presidente promovia esta consulta - consulta que, como ele próprio declarou, não teria quaisquer efeitos vinculativos.

E, em última análise, haveria sempre que perguntar qual é a gravidade de o presidente de um país fazer uma pergunta ao seu povo, comparada com a gravidade de sequestrar, exilar e depôr insurrecionalmente o próprio presidente eleito.

1 comentário:

jrd disse...

Mesmo assim, o pacto de silêncio vai produzindo cada vez mais ruído...