14/05/2011

Manuel António Pina

Conheço-o apenas das crónicas do JN e costumo pensar que elas, por si sós, justificam o jornal. Na modéstia de um canto da última página, quão modesto é o autor, a mim se me afigura que está bem assim, preservado da poeira que faz as primeiras páginas. Só está menos bem porque pode passar despercebido a alguns leitores encandeados pelos destaques liderantes (delirantes?).

Agora, Manuel António Pina acaba de receber o Prémio Camões 2011, pelo conjunto da sua obra, um galardão que ele acolhe com surpresa e modesta satisfação. Mas também com aquela consciência nem sempre presente entre os consagrados, de que “os prémios não tornam as obras literárias melhores nem piores”. É neste jeito quase involuntário, despretensioso, que as suas crónicas vão semeando ideias. Pena é que as vozes do céu não cheguem aos burros, neste que voltou a ser “País de Pessoas Tristes” – para usar uma expressão sua.


Por motivo de avaria geral no "bloguer",
este artigo sai com algum atraso.

2 comentários:

mfc disse...

relembro uma frase fantástica dele..."A vida é assim, mas eu não concordo!"

O Puma disse...

Um poeta

esclarecido