Maldita carta de condução

Acabo de ver na TVI, uma reportagem sobre as filas de espera no Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres (IMTT). A reportagem centrou-se em Lisboa mas teria retratado situação idêntica se fosse no Porto.

A propósito, bem se pode dizer que mais depressa se chega de Lisboa ao Porto do que se chega da porta do IMTT ao balcão de atendimento.

Se você precisa duma segunda via da carta de condução, por exemplo, pode dirigir-se à Loja do Cidadão, mas sabe o que encontra? Uma funcionária que se limita a encaminhá-lo para o maldito IMTT. Se pusessem um cartaz com esta informação no balcão, você poupava tempo e o Estado poupava recursos.

Começa aqui o procedimento sádico. Se chegar depois das 10 horas e meia, já não vai a tempo… de tirar uma senha para ser atendido. A reportagem da TVI não refere este duplo martírio: um para tirar a senha, outro para ser atendido conforme a ordem numérica.


Com a senha na mão, prepare-se para passar o resto do dia à espera de ser chamado. A razão que a reportagem também não reporta, é que o balcão onde se trata da renovação da carta, tem quatro cadeiras vazias e uma apenas preenchida por uma funcionária!

Pois, mais duas funcionárias apenas e não haveria filas de espera em desespero, dias de trabalho perdidos por dezenas de pessoas cada dia, sejam particulares, taxistas, motoristas... Mas também não havia o prazer sádico de quem gere aqueles serviços, o sentimento de poder que advém de submeter os outros aos ritos sacrificiais que atestam a sua autoridade. E depois, "há que emagrecer o Estado"... a bem da Nação. 




Ouvi dizer que as escolas de condução prestam este serviço sem incómodo para os utilizadores, mas não posso confirmar. Mais, não é credível que haja um entendimento financeiro entre as escolas e o IMTT ou alguém lá colocado. Isso não posso acreditar…

As duas imagens anteriores são de uma reportagem da RTP em Janeiro de 2014! O que segue é um recorte de uma página do Google a partir da pesquisa “IMTT”.

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