Mon ami françois

Eu tenho um grande amigo francês. Foi-me apresentado pela Elsa embora ela própria o não conhecesse… pessoalmente. Nunca agradecerei o suficiente a este amigo pelo que faz e, sobretudo, pelo que já fez por mim.

Nos meus momentos de solidão, ele está sempre disponível para me fazer companhia. Às vezes damos um passeio ao lado do rio, depois de jantar, quase em silêncio, e tanto basta para me ir deitar depois tranquilamente. E quando tenho necessidade de luz e movimento, de gente, agitação, ninguém como ele me proporciona esse ambiente, à minha escolha e sem as desgastantes negociações a que seria obrigado com outros amigos ou amigas.

Por mais de uma vez foi ele que me ajudou na doença. Fosse para me deslocar ao hospital ou para me levar ao restaurante, incapaz como eu estava para fazer refeições em casa, era ele que me socorria. Não digo que outros não gostassem ou até não quisessem ajudar, mas todos estão ocupados ou distraídos das nossas necessidades quando mais precisamos duma ajuda.

Com este meu amigo, é diferente. Em troca, apenas pede que o alimente com o indispensável: cerca de cinco litros e meio de gasolina a cada cem quilómetros, uma mudança de óleo a cada quinze mil e quase nada mais.

Com um amigo assim ninguém está só nem precisa de estar triste. Aqui lhe deixo a homenagem que merece. Chamo-lhe “Mon ami Peugeot”.

É tudo o que se me oferece dizer sobre o debate desta noite entre Le Pen e Macron, certo de que o debate que importa pôr "Em Marcha" vai ser travado nas ruas. Pó pó, saiam da Frente!

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